«Amor manifestado na solidariedade e na partilha é mais forte que as trevas do egoísmo», disse Francisco

Foto: Lusa/EPA

Rio de Janeiro, Brasil, 03 jul 2020 (Ecclesia) – A Igreja Católica no Brasil promoveu uma celebração pelas vítimas da Covid-19, que incluiu Missa, uma bênção do Papa e a projeção de mensagens no Cristo-Rei do Rio de Janeiro.

As cerimónias decorreram na noite de quarta-feira, apesar das condições meteorológicas adversas, que levaram o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, a presidir à Eucaristia à porta fechada, na Paróquia São José da Lagoa.

No final desta Missa, foi exibida uma mensagem do Papa Francisco com imagens da passagem pelo Rio de Janeiro, durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013.

“Deus é o mais forte, Deus é a nossa esperança. Olhem para diante, com confiança. A travessia é longa e cansativa, mas olhem para frente. Existe um futuro incerto que se coloca numa perspetiva diferente relativamente a propostas ilusórias do mundo”, referiu o pontífice.

O Brasil necessita hoje de homens e mulheres cheios de esperança e firmes na fé, que deem testemunho de que o amor manifestado na solidariedade e na partilha é mais forte que as trevas do egoísmo. Com saudades do Brasil, com saudades do Brasil… concedo-lhes a bênção apostólica, pedindo a Nossa Senhora Aparecida que interceda por todos nós”.

O evento “Para Cada Vida” foiorganizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado – iniciativa da Organização das Nações Unidas para combate à desinformação.

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, D. Walmor Oliveira de Azevedo, uniu-se à celebração com uma mensagem, em que convida ao compromisso cívico e espiritual perante um “mundo ferido”.

“Voltamos o nosso olhar para todas as famílias enlutadas compartilhando essa dor e, juntos pela força da solidariedade, transformando essa dor numa experiência bonita de fortaleza, de caminho que continua e precisamos percorrer na força desse amor”, apontou.

Já o cardeal Orani João Tempesta falou da importância e do simbolismo de o Cristo Redentor ter sido escolhido para ser espaço para este momento de oração

“Diante da nossa fragilidade e vulnerabilidade é importante descobrir um momento propício para responder à pergunta, buscando o único sentido na existência, repensando a nossa vida pessoal, familiar, repensando as nossas atitudes de cooperação e comunhão entre os povos”, referiu o arcebispo do Rio de Janeiro.

OC

 

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