Bispos católicos denunciam ameaças aos povos da Amazónia

Brasília, 30 jul 2019 (Ecclesia) – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou a sua “preocupação” com o assassinado do líder da etnia Wajãpi, ocorrida a 24 de julho, no Estado do Amapá.

A presidência do organismo eclesial assinala, em comunicado, que a Igreja Católica “acompanha atentamente os desdobramentos da crise socioambiental que se vem agravando e atinge de modo fatal os povos da Amazónia, particularmente os indígenas”.

“Em solidariedade à Igreja do Amapá e ao Regional Norte 2, já manifestada a D. Pedro José Conti, bispo diocesano de Macapá (AP), a CNBB reforça o seu compromisso com a promoção e defesa da vida em todas as suas formas e expressões, incluindo o respeito à Natureza, na perspetiva de uma ecologia integral”, refere o texto.

A CNBB tem denunciando as ameaças aos direitos dos povos indígenas, assegurados na Constituição de 1988.

“É preciso enfrentar a exploração desenfreada e construir um novo tempo, tempo de Deus, humanizado, na Amazónia”, apontam os responsáveis católicos.

Já o Conselho Indigenista Missionário – Cimi responsabilizou o executivo liderado pelo presidente Jair Bolsonaro pelos mais recentes episódios de violência.

A 17 de junho, o Vaticano denunciou num novo documento sobre a Amazónia a exploração levada a cabo por interesses económicos que ameaçam o “pulmão do planeta” e os direitos dos povos indígenas.

O texto conta com o contributo das comunidades locais, que apontam o dedo a “interesses económicos e políticos dos setores dominantes”, em particular “empresas extrativistas, muitas vezes em conivência, ou com a permissividade dos governos locais, nacionais e das autoridades tradicionais”.

OC

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