Movimento de Trabalhadores Cristãos defende salário mínimo digno e reivindica «um salário máximo» para ricos e gestores

Foto: Lusa

Braga, 05 abr 2021 (Ecclesia) – A Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) da Arquidiocese de Braga alerta para as consequências da pandemia sobre as famílias, defendendo um salário mínimo digno e “um salário máximo”.

“A pandemia tem obrigado as famílias a viverem tempos muito duros, quer em termos sanitários, quer em termos de organização familiar. O teletrabalho, desregulamentado, está longe de trazer calma e estabilidade às famílias, tem sido fator de aumento das doenças mentais, devido à pressão constante que provoca”, refere o movimento na Mensagem de Páscoa enviada à Agência ECCLESIA.

A equipa diocesana da LOC/MTC de Braga considera que o direito ao trabalho “continua a ser posto em causa sucessivamente”, em particular para os jovens e adultos desempregados que quando encontram trabalho “sentem a abertura da porta da precaridade”.

O movimento católico defende a existência de um salário mínimo digno mas também reivindicam “um salário máximo”, para que os ricos e os grandes gestores “não continuem a humilhar os pobres com a ostentação da sua riqueza”.

“Continuaremos a lutar por um mundo, onde novos e velhos tenham lugar e possam viver sem medo; onde o trabalho seja digno e dignifique quem o faz; um mundo que acaricie e proteja a “casa comum” que habita; com leis universais de combate à exclusão, que permita sentar todos em volta da ‘Mesa da Criação’”, acrescenta a nota.

A LOC/MTC de Braga alerta que a digitalização “facilita” a vida às empresas mas para a maioria dos trabalhadores provoca “incertezas, gastos pessoais, preocupações e desemprego”.

“A desgraça tornou-se anúncio e a Boa Nova passou a ser anunciada em ‘velocidade de cruzeiro’. Hoje, pelo trabalho o Homem realiza-se enquanto continuador da criação desta nova humanidade. Todo o trabalho tem que ser digno, porque é feito pelo Homem, que procede das mãos de Deus e nós continuamos a lutar para que a dignidade seja contínua”, assinala o movimento.

A equipa da Arquidiocese de Braga afirma que a fé “tem sido um pilar fundamental na vida dos trabalhadores”, que os ajuda a ultrapassar dificuldades.

CB/OC

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