Centro de Acolhimento «O Poverello» vai servir doentes, idosos e famílias

Braga, 07 Jan (Ecclesia) – A Ordem Franciscana está a construir em Braga uma unidade de cuidados continuados e paliativos, símbolo da aposta da congregação religiosa numa sociedade mais atenta à vida e mais digna na morte.

O Centro de Acolhimento “O Poverello”, nos espaços do Convento de Montariol, deverá estar concluído em Maio deste ano, sendo da responsabilidade da Fundação “Domus Fraternitas”, uma Instituição Particular de Solidariedade Social ligada à Província Portuguesa da Ordem de São Francisco de Assis.

“O Homem de hoje anda por aqui tentando, de certa maneira, usufruir e passando por cima dos outros, e chega ao fim gasto, stressado, sem esperança”. Pretendemos aqui que as pessoas recuperem o seu sentido de vida” explica o Frei José Pereira das Neves, presidente da Fundação “Domus Fraternitas”, em declarações ao Programa Ecclesia.

Reforçando a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, “O Poverello” vai colocar-se ao serviço dos doentes, dos idosos e das respectivas famílias.

Valores como o acolhimento, a fraternidade e a redescoberta de vida vão orientar todo o trabalho naquela nova unidade de saúde, ao jeito da mensagem deixada por São Francisco de Assis.

[[v,d,1729,]]“Redescobrir a esperança, buscando forças no transcendente, no sobrenatural”, acrescenta o Frei José Pereira das Neves, para quem a dimensão espiritual pode fazer muito pela recuperação das pessoas.

E nos casos em que a recuperação física já não seja possível, o objectivo será “levar as pessoas a descobrirem-se, a harmonizarem-se, de tal forma que, quando cheguem ao fim, sintam a sua missão cumprida” conclui o frade franciscano.

Para tal contam com o apoio especializado de uma coordenadora geral para a qualidade de vida, que acompanhará de perto os doentes mais fragilizados.

No total, o Centro de Acolhimento “O Poverello” terá capacidade para acolher 58 pessoas: 10 camas estão reservadas para cuidados paliativos, 24 para cuidados de média duração (até 90 dias) e outras 24 para cuidados de longa duração.

A estrutura integra ainda gabinetes reservados para psicólogos e assistentes sociais, uma capela, um ginásio e espaços para fisioterapia, terapia da fala e formação.

O projecto está avaliado em 3,5 milhões de euros, contando com uma comparticipação de 750 mil euros por parte do Estado.

 PE/JCP

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