Arcebispo indica «Caminhos de Esperança» refletidos no «período de confinamento»

Braga, 22 set 2020 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga disse hoje que o seu novo livro ‘Caminhos de Esperança. Em período de Confinamento’ nasceu da necessidade de apresentar a voz da Igreja Católica a um mundo em mudança, perante a pandemia, marcado pelo sofrimento.

“Este livro, com um título escolhido no final da redação, vem tentar dizer-nos que não é fácil o tempo presente, só que não podemos parar. Caminhemos e que os nossos passos sejam de esperança para nós e para os outros. Pode parecer que estamos perdidos entre montes íngremes e de difícil acesso, assim o mostra a capa, o horizonte porém entusiasma”, explicou D. Jorge Ortiga, esta manhã, na apresentação da nova publicação inserida na abertura do ano pastoral 2020/2021.

‘Caminhos de Esperança. Em período de Confinamento’ reúne as homilias do arcebispo de Braga nas Missas que presidiu diariamente, às 18h00, e ao domingo às 11h00, na capela do Paço Arquiepiscopal de Braga, durante os meses de março e abril.

“No profundo da tirania da pandemia poderemos descortinar caminhos que denunciam a caducidade dos esquemas materialistas e hedonistas. Há mensagens do novo mundo a construir e a Igreja deverá reconhecer que este novo mundo necessita da sua voz”, realçou D. Jorge Ortiga, para quem “algo novo” deve acontecer na catequese, na liturgia e na vivência da caridade e “cada comunidade terá de descobrir o seu modo peculiar de anunciar a Boa Nova”.

Com 49 textos “independentes, mas interligados”, o novo livro é, segundo o autor das homilias, “feito de muita espontaneidade a partir das leituras das liturgias” e “não foi escrita a pensar na publicação”.

“Escrevi dia-a-dia para não ultrapassar o tempo e de modo a não tornar as celebrações longas. Foram as pessoas, num intercâmbio de vivências que a internet possibilita, que solicitaram a publicação, dando inclusive sugestões para o título”, revelou.

Segundo D. Jorge Ortiga, as transmissões online da Missa, quando estavam suspensas as celebrações comunitárias nas igrejas, “provocaram uma caminhada verdadeiramente sinodal com muita gente”.

“Surgiu uma comunhão com muitos a confirmar que o confinamento ou contingência motivado pela pandemia naquele momento ou agora poderá trazer-nos um novo modo de fazer pastoral. Usando os novos processos de comunicação estabeleceremos relações personalizadas com muitas pessoas”, desenvolveu o arcebispo de Braga, na transmissão online.

D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga, apresentou o novo livro, realçando que em todos os tempos, “e de modo especial em tempos de perseguição, de guerra ou de calamidades”, a Eucaristia “foi e é o segredo da vida dos cristãos”.

“Através destas homilias publicadas, pressentimos a densidade e importância destas celebrações eucarísticas em tempo quaresmal e pascal, durante este inédito confinamento. Por diversas vezes, o Senhor D. Jorge insiste que só se pode começar a compreender a Missa com o coração, isto é, quando se está afeiçoado a ela”, assinalou.

Segundo D. Nuno Almeida, as palavras do arcebispo de Braga “apontam para a verdadeira compreensão da Missa”.

“Na homilia diária, o Senhor Arcebispo ajudou e desafiou cada família, no aconchego do seu lar, a encontrar o modo de celebrar o Tempo Quaresmal, o Tríduo e o Tempo Pascal. A família, como ‘Igreja doméstica’, pôde viver estes momentos como verdadeiros encontros com Jesus Crucificado e Ressuscitado”, exemplificou D. Nuno Almeida que convidou a assembleia, reunida através dos meios digitais, a meditar e oferecer a nova publicação, editada pela Livraria Diário do Minho.

CB/OC

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