D. Jorge Ortiga diz que todos são responsáveis pela construção de uma «sociedade diferente»

Foto: Arquidiocese de Braga

Braga, 01 abr 2021 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga apelou hoje ao compromisso político dos católicos, afirmando que estes devem assumir a responsabilidade de construir “uma sociedade diferente”.

“Sabemos que os desafios são imensos, mas connosco alguma coisa se poderá alterar, para o bem de todos, particularmente dos mais carenciados”, referiu D. Jorge Ortiga, durante a Missa da Ceia do Senhor, a que presidiu na Catedral da arquidiocese minhota, com transmissão online.

O responsável sustentou que cada cristão tem de se interessar pela “causa pública” e não permitir que “apenas alguns, por razões ideológicas ou interesses pessoais, estejam a construir uma sociedade sem valores e referências”.

“Parece que vale tudo”, advertiu.

Para D. Jorge Ortiga, é possível assistir ao esquecimento da cultura e da civilização, dos “verdadeiros valores” que “identificam” a sociedade portuguesa.

“O cristão tem o dever de participar numa cidadania” que promova um “sadio humanismo” e uma “sociedade plural”, apontou.

Não é tolerável tanta passividade por parte dos cristãos. A história tem de ter a marca dos cristãos a nível autárquico, partidário e político nacional”

A intervenção começou por assinalar a simbologia da celebração que inaugura o Tríduo Pascal, que evoca a celebração da instituição da Eucaristia

“Cristo no centro da mesa, reunindo os seus Apóstolos, mostra-nos a mesa da Humanidade onde teremos de trabalhar para que todos se sentem, não excluindo ninguém mas garantindo dignidade de vida para todos”, indicou o arcebispo primaz.

O responsável católico falou numa “mancha social ainda muito sombria”, desafiando os católicos a ir “ao encontro das margens para não esquecer ninguém”.

“Vimos como é fundamental sentir-se no mesmo barco e remar juntos nas águas agitadas da atualidade. Vamos, por isso, dar uma mão para uma Igreja mais comunitária ao serviço de uma sociedade mais igual”, apontou D. Jorge Ortiga.

O arcebispo de Braga destacou a importância da família para a promoção de uma “Igreja renovada e uma sociedade humanizada”.

OC

Missa da Ceia do Senhor

Missa da Ceia do Senhor É uma celebração dominada pelo sentimento do amor de Cristo que, na véspera da sua Paixão, enquanto comia a Ceia com os discípulos, instituiu o Sacrifício-Sacramento da Eucaristia, como memorial da sua Morte e Ressurreição a celebrar, tornando-o sempre atual, no decurso dos tempos: «Durante a ceia, tomou o pão dizendo: — ‘Tomai e comei. Isto é o meu corpo, entregue por vós.’ Do mesmo modo, tomou o cálice e, dando graças, deu-o aos discípulos dizendo: — ‘Tomai e bebei todos. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim’» (Lc 22, 19-20). No momento próprio, o Presidente da celebração faz a homilia apropriada, com especial incidência na lição do lava-pés e no «mandamento novo» deixado por Jesus como testamento espiritual para os seus discípulos (Sermão do Mandato). «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. […] É nisso que todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei a vós» (Jo 13, 34-35). Terminada a missa, a assembleia canta a hora de Vésperas, enquanto que o Cristo vivo presente na Hóstia consagrada é conduzido em procissão pelas naves da Catedral para um lugar de adoração (a representar o Horto das Oliveiras), onde permanecerá até ser dali retirado, também processionalmente, no dia seguinte, para o sepulcro. Os fiéis são convidados a velarem com Ele, na hora da sua Paixão. Em sinal de luto, o altar é desnudado. [Aberta à participação de fiéis e com transmissão online via Facebook]

Posted by Arquidiocese de Braga on Thursday, April 1, 2021

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