Diretora da Pastoral Juvenil da Diocese de Aveiro destaca a atenção de Joseph Ratzinger aos jovens e às novas tecnologias de comunicação

Lisboa, 04 fev 2014 (Ecclesia) – A diretora do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional de Aveiro diz que a renúncia do Papa Bento XVI foi um gesto natural para um homem que sempre teve o «olhar colocado no futuro”.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, a respeito do primeiro aniversário do anúncio da resignação (11 de fevereiro), Ondina Matos destaca alguns dos “momentos mais marcantes” do pontificado de Joseph Ratzinger, a começar pelas três jornadas mundiais passadas com os jovens.

A jornada mundial de Colónia, na Alemanha em 2005, foi a primeira celebrada com Bento XVI, “depois de um longo período com o Papa João Paulo II”.

De acordo com Ondina Matos, “pouca gente estava à espera de sentir um Papa chegar de forma tão sorridente e acolhedora” e começou ali desde logo “um caminho de proximidade” com os jovens.

Um percurso que continuou em Sidnei, na Austrália em 2008, e prosseguiu em Madrid, três anos depois, naquela que viria a ser a última JMJ de Bento XVI.

A responsável pela pastoral juvenil da Diocese de Aveiro guarda no coração o empenho com que o agora Papa emérito viveu o evento, na capital espanhola, e sublinha a “ligação muito forte” que estabeleceu com os jovens.

[[a,d,4422,Emissão 04-02-2014]]O encerramento da jornada, no aeródromo de Cuatro Vientos, foi marcado por uma grande tempestade mas, mesmo assim, Bento XVI insistiu junto dos sacerdotes que o acompanhavam para “voltar e concluir a celebração”, realça Ondina Matos.

“E depois teve aquela frase absolutamente estrondosa: ‘vivemos esta aventura juntos, isto foi uma aventura para vocês e para mim’”, acrescenta.

A criação da primeira conta de um Papa no Twitter, em 2012, e os anos pastorais dedicados a São Paulo, aos Sacerdotes e à Fé, entre 2008 e 2012, foram outros momentos importantes na missão do agora Papa emérito.

Para Ondina Matos, a adesão às redes sociais mostrou ao mundo um Papa atento à evolução dos tempos, que encarava a comunicação “como uma ferramenta essencial para a proximidade com as pessoas”.

“Esta criação da conta, não muito antes de ter resignado, era já um olhar colocado no futuro”, reforça a responsável pastoral.

Por outro lado, a promoção do Ano Paulino, do Ano Sacerdotal e do Ano da Fé surgiram no contexto de “preocupações muito concretas” da Igreja Católica e “fizeram despertar” as Igrejas locais para essas temáticas.

“Se calhar é a marca mais importante destes anos, fazer estas temáticas chegarem às Igrejas locais e serem refletidas e vividas mais profundamente”, aponta Ondina Matos.

O programa ECCLESIA na Antena 1 (22h45) está a evocar esta semana o anúncio da renúncia de Bento XVI ao pontificado, com análises de vários convidados.

SN/JCP

 

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