Bento XVI criticou hoje o crescimento de uma cultura “fechada a Deus” na Itália e na Europa, denunciando o avanço “de filosofias de vida baseadas no relativismo individualista”. O Papa recebeu no Vaticano uma delegação de Jesuítas, ligados à prestigiada revista “Civiltà Cattolica” (fundada em 1850 por Pio IX), a quem pediu um grande esforço para “desenvolver o diálogo com a cultura hodierna, abrindo-a aos valores perenes da Transcendência”. Destacando a importância de participar no debate cultural com a proposta da “verdade da fé cristã, de forma clara e fiel ao Magistério da Igreja”, Bento XVI pediu novas aproximações à situação história de hoje. “Neste nosso tempo não se pode dispensar a pesquisa de novas aproximações à situação histórica em que vivem os homens e mulheres, para apresentar-lhes de forma eficaz o anúncio da Boa Nova”, apontou. O Papa lembrou a herança do II Concílio do Vaticano, assinalando que “passados 40 anos da sua conclusão, as suas riquezas doutrinais e pastorais ainda não foram plenamente assimiladas pela comunidade cristã”.
