Escassez de vocações de consagração marcou plano de nomeações para o ano pastoral 2018-2019 na diocese

Aveiro, 01 ago 2018 (Ecclesia) – As nomeações na Diocese de Aveiro, para o ano de 2018-2019, são marcadas pela preocupação à volta da “escassez de vocações de consagração” no território.

“A diminuição de sacerdotes no presbitério deve ser ocasião para todos nos empenharmos na renovação pastoral das comunidades cristãs”, frisa D. António Moiteiro Ramos, na nota introdutória ao documento que determina a reorganização pastoral no território, e que hoje foi publicado na página online da Diocese de Aveiro.

De acordo com aquele responsável católico, “no final deste ano pastoral”, foram vários os sacerdotes “que, por motivos de saúde ou de idade”, deixaram de ter condições para “continuar a assumir os encargos pastorais que até agora desempenhavam”.

Por outro lado, “vários sacerdotes religiosos” tiveram de assumir, neste contexto de falta de recursos, “novas missões”.

Depois de agradecer “do fundo do coração” a “dedicação e generosidade” que uns e outros têm demonstrado, D. António Moiteiro Ramos realçou a importância de criar “novas atitudes e novos hábitos” no meio das comunidades e famílias, em termos do favorecimento de novas vocações.

Só assim será possível continuar a responder “aos desafios que se colocam à Igreja no diálogo com a sociedade moderna”, alerta o bispo de Aveiro.

Entre as nomeações agora avançadas, destaque para a atribuição do cargo de diretor do Centro de Formação D. António Marcelino, recentemente criado, ao padre Francisco José Rodrigues de Melo.

Trata-se de uma estrutura orientada para a formação da comunidade, uma Escola de Leigos tendo em vista a capacitação das paróquias, e dos movimentos e serviços da diocese.

E cujo nome homenageia o falecido bispo D. António Marcelino, que liderou os destinos da Diocese de Aveiro entre 1988 e 2016, tendo antes disso colaborado como coadjutor, a partir de 1980.

JCP

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