D. António Moiteiro assinala importância do «amor» para «harmonia e unidade de corações»

Aveiro, 18 dez 2019 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro destaca o exemplo de “humildade e ternura” da família de Nazaré, “com a sua história de amor”, para as famílias e comunidades hoje, numa mensagem de Natal intitulada ‘Anuncio-vos uma grande alegria…’

“Na caminhada de José e de Maria escondem-se, hoje, os passos de muitas famílias. São muitas, infelizmente, as situações desconcertantes que se vivem nas famílias: hostilidade, abandonos, separações, carências”, escreveu D. António Moiteiro.

Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, o prelado explica que se a família “não estiver alicerçada no amor” será difícil a sua perseverança em harmonia e unidade de corações.

“Mais do que pensar no louco consumismo, que a humildade e ternura desta família, com a sua história de amor, desperte a nossa sensibilidade para sermos famílias autênticas, comunidades de fé, de esperança e de amor, alimentando o dom da hospitalidade, preparando, cada dia, o encontro com o Emanuel e os irmãos”, desenvolve.

Segundo o bispo de Aveiro, viver o verdadeiro Natal é “acolher e partilhar da alegria” que vem da “austera e simples beleza da família de Nazaré” e todos têm de criar “as condições humanas e de coração” para que Jesus possa “irromper na vida”, uma missão que começa na família onde se aprende “a olhar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado da manifestação do Filho de Deus”.

D. António Moiteiro assinala que a família cristã tem de “redescobrir” a sua identidade e ser, na Igreja e no mundo, “o rosto vivo do Deus que ama”.

Se embalássemos tudo baseado neste amor, talvez se encontrasse remédio para a fragilidade, a força para o levantar da queda, o estímulo para equilibrar o caráter, o desejo de sair da negligência, a riqueza para suprir as carências, a coragem para preservarmos e defendermos a vida desde o nascimento até à morte natural”.

O bispo de Aveiro refere que a família pode “tornar-se uma luz na escuridão do mundo”, mesmo na sua fragilidade, porque “não deixa de ser a referência da vida de cada um”.

“Contemplando a família de Nazaré, Deus convida-nos à conversão e a renovar a esperança. Celebrar o Natal é acreditar que o Deus menino nasce para nos trazer a alegria da renovação”, acrescenta.

D. António Moiteiro deseja que a exemplo de Maria e José “cresça o amor e o compromisso” pela defesa da instituição da família, que é “lugar onde se ri e se chora” e é a partir de cada família que o projeto de Deus se realiza em cada um”.

“Que cada pai e cada mãe seja, para os filhos, um reflexo e prolongamento da luz que irradia do presépio. Que os filhos saibam honrar os seus pais e ser gratos pelo dom da vida e os muitos sacrifícios em prol da sua realização pessoal”, escreve o bispo de Aveiro na mensagem para o Natal 2019, publicada no sítio online da diocese.

CB/OC

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