«Ninguém pode considerar-se único e exclusivo a defender a natureza» – D. Manuel Quintas

Foto: Folha do Domingo

Faro, 08 out 2019 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou que o Sínodo dos Bispos para a Amazónia “vai ser muito importante para todos” e incentivou a diocese a acompanhar a assembleia especial que decorre até de outubro, no Vaticano.

“Seja a nível religioso, seja a nível político ou cultural, ninguém pode considerar-se único e exclusivo a defender a natureza”, disse D. Manuel Quintas, na igreja de São Francisco, em Faro.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, pelo jornal diocesano ‘Folha do Domingo’, o bispo realçou que “a natureza tem a ver com todos” e “exige, precisamente, o esforço de todos”, por isso, a assembleia sinodal vai ser importante “não apenas para os católicos e os cristãos”.

‘Amazónia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral’ é o tema da reunião especial, que começou esta segunda-feira na sala do Sínodo, no Auditório Paulo VI.

Após dois anos de consultas à população da região, a reunião especial reúne bispos, religiosos, especialistas em temas sociais e ecológicos, outros convidados – congrega representantes católicos do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Venezuela e Suriname – e foi convocada pelo Papa Francisco.

“Precisamos de nos sensibilizar sempre mais, com equilíbrio e sem extremismos. Estas coisas exigem ponderação para produzirem um efeito positivo, também no que diz respeito à própria defesa da natureza”, desenvolveu D. Manuel Quintas.

O bispo do Algarve assinalou que acompanhar o sínodo, “com tudo que vai ser publicado”, “ajudará a crescer sempre mais nesta sensibilidade” de “olhar para a natureza com respeito” e a “criar atitudes” que ajudam na construção da defesa do planeta.

“Não nos fixemos apenas nas informações redutoras que aparecem na comunicação social. O Sínodo da Amazónia vai ser muito mais do que isso. Vai abordar muito mais do que esses assuntos de jornalismo de casa”, desenvolveu D. Manuel Quintas, divulga o jornal diocesano.

A região pan-amazónica tem uma extensão de 7,8 milhões de km2, incluindo áreas do Brasil, Bolívia, Perú, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa; dos seus cerca de 33 milhões de habitantes, 3 milhões são indígenas pertencentes a 390 grupos ou povos.

Na homilia da festa litúrgica de São Francisco de Assis, o bispo do Algarve convidou os fiéis a “assumir e cultivar a espiritualidade franciscana, expressa na pequenez e na humildade”.

Neste contexto, de destacar que na diocese algarvia o clero decidiu reler e refletir a encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si’ – expressão inspirada no ‘Cântico das Criaturas’ do santo italiano de Assis -, no ano pastoral 2019-2020 nas reuniões de Vigararia.

CB/OC

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