«Iniciemos este caminho juntos com entusiasmo, criatividade e a ousadia de quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo. Não nos recusemos a dar o nosso contributo» – D. Manuel Quintas

Foto Folha do Domingo/Samuel Mendonça

Faro, 18 out 2021 (Ecclesia) – O bispo do Algarve afirmou na Missa de abertura do Sínodo dos Bispos na diocese que querem “escutar todos”, quem pertence à Igreja, “aqueles que têm a tendência de se autoexcluir”, e os que não fazem parte deste caminho.

“Queremos escutar todos para que, não só sejamos Igreja que escuta, mas também aprendamos com aqueles que, mesmo não fazendo o nosso caminho, mesmo não fazendo parte desta nossa família, têm certamente algo importante a dizer e que nos pode ser útil para sermos cada vez mais a Igreja de Cristo, fiel à missão que Ele nos deixou”, disse D. Manuel Quintas, este domingo, na igreja de São Luís, em Faro.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ informa que o bispo do Algarve lembrou que o Papa Francisco pede para escutarem-se “todos e uns aos outros, inclusivamente aqueles que têm a tendência de se autoexcluir”, inclusivamente os que “raramente participam nas celebrações e nas eucaristias”.

Na Missa de abertura do Sínodo dos Bispos 2021/2023 na Diocese do Algarve, D. Manuel Quintas salientou que todos dependem “uns dos outros” e têm “a mesma dignidade no seio do povo santo de Deus”, acrescentando que “o verdadeiro poder é serviço”.

“A sinodalidade exige que os pastores escutem atentamente o rebanho confiado aos seus cuidados, tal como requer que os leigos exprimam os seus pontos de vista com ousadia, liberdade e verdade; Todos se escutam uns aos outros, em espírito de comunhão fraterna e de empenho mútuo na realização da missão comum. Desta forma, a ação do Espírito Santo manifesta-se de múltiplas maneiras em todo o povo de Deus”, desenvolveu.

O Sínodo dos Bispos, convocado pelo Papa Francisco, tem como tema ‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’.

Foto Folha do Domingo/Samuel Mendonça

D. Manuel Quintas explicou que o caminho sinodal é “um tempo de graça e dom para toda a Igreja” e, de modo particular, para a Igreja diocesana algarvia, e todos são convidados para “um percurso espiritual e a fazer uma experiência renovadora da Igreja”.

“Um caminho, acima de tudo, espiritual como nos pede o Papa Francisco que nos deve conduzir a uma conversão pessoal e pastoral”, acrescentou.

O bispo do Algarve salientou que o processo sinodal visa uma “opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual, do que à autopreservação”.

“Predisponhamo-nos, meus caros diocesanos, a acolher o repto que nos lançou o Papa Francisco e iniciemos este caminho juntos com entusiasmo, criatividade e a ousadia própria de quem se deixa conduzir pelo Espírito Santo. Não nos recusemos a dar o nosso contributo”, disse D. Manuel Quintas, na igreja de São Luís, informa o jornal ‘Folha do Domingo’.

A 16ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos vai decorrer em outubro de 2023, e é precedida por um processo inédito de consulta, com assembleias diocesanas e continentais.

CB

 

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