Francisco enviou saudação a população que hoje vive um dia de Luto Nacional

Cidade do Vaticano, 27 nov 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou hoje uma saudação e expressou a sua proximidade “ao querido povo albanês que tanto sofreu nestes dias”, depois do terramoto desta terça-feira que provocou 23 mortos e mais de 600 pessoas feridas.

“Estou próximo às vítimas, rezo pelos falecidos, pelos feridos, pelas famílias. Que o Senhor abençoe este povo ao qual quero tanto bem”, disse o Papa esta manhã, no final da audiência geral de quarta-feira, na Praça de São Pedro.

Aos fiéis, peregrinos e turistas, Francisco recordou que a Albânia “foi o primeiro país da Europa que quis visitar”, uma viagem apostólica de um dia que realizou a Tirana, a capital, no dia 21 de setembro de 2014.

O governo albanês decretou para hoje um Dia de Luto Nacional depois do terramoto de 6,4 graus na Escala Richter desta terça-feira, que teve o epicentro no Mar Adriático, a 10 km da cidade portuária de Durazzo, que foi a mais atingida.

Segundo as informações o número de mortos é 23 e mais de 600 pessoas estão feridas, a maior parte da cidade de Durres, a 40 km oeste da capital Tirana; Ao longo de todo o dia os abalos secundários chegaram a atingir 5,4 graus.

Na sequência do terramoto, o Papa também enviou um telegrama ao presidente da República da Albânia, Ilir Meta, e aos familiares das vítimas, onde expressa o mais sincero pesar.

“Encomendando as almas dos falecidos à misericórdia de Deus, asseguro aos feridos e a todos os atingidos por esse desastre a minha proximidade em oração”, lê-se na mensagem assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

O Papa invoca bênçãos de fortaleza às equipas de emergência e aos esforços realizados nas operações de socorro e confia o povo da Albânia à Providência amorosa do Todo-Poderoso, divulga o sítio online ‘Vatican News’.

As escolas estão fechadas, a população foi obrigada a abandonar apartamentos e casas e dormir em ginásios, abrigadas em tendas; As autoridades enviaram dois mil militares e 1900 agentes de polícias, além de dezenas de equipas médicas para as áreas afetadas.

Esta terça-feira, o diretor da Cáritas da Albânia também referiu que a organização estava a ajudar as vítimas do terramoto, a fornecer alimentos e bens de primeira necessidade, e a preparar três centros para acolher as famílias.

CB/OC

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