Cidade do Vaticano, 27 mai 2019 (Ecclesia) – Um grupo de homens armados atacou este domingo uma igreja Católica em Toulfé, no norte do Burquina Faso, onde matou quatro pessoas e feriu gravemente duas.

A cidade de Toulfé fica a cerca de 67 quilómetros de Ouahigouya, a capital da região norte do Burquina Faso, e este foi o quarto ataque a cristãos no último mês.

O sítio online ‘Vatican News’ informa que ninguém reivindicou os ataques que ameaçam desorganizar as relações tradicionalmente pacíficas entre a maioria muçulmana e os cristãos que constituem um quarto dos habitantes do país.

Quatro católicos morreram num ataque a 14 de maio, na cidade de Ouahigouya, no norte do Burquina Faso, dois dias depois de terem sido mortos um sacerdote e cinco paroquianos na cidade de Dablo.

Desde o final de abril, homens armados assassinaram também um pastor protestante e cinco fiéis noutra igreja no norte do Burquina Faso.

O Governo acusou grupos terroristas que agem no país e na região próxima ao Sahel; Extremistas islâmicos no Mali utilizam o norte e o centro do país para ataques nos países vizinhos do Burquina Faso e do Níger.

O Burquina Faso é um dos cinco países – com o Mali, Mauritânia, Níger e Chade – que fazem parte do G5 do Sahel, um grupo que combate o terrorismo jihadista, numa região onde diferentes grupos fazem ataques e sequestros.

Há cinco anos, desde abril de 2015, que o Burkina Faso “tem sofrido ataques recorrentes dos jihadistas”, quando os membros de um grupo da Al Qaeda sequestraram um guarda de segurança romeno numa mina de manganês em Tambao, no norte do país africano.

Segundo o Centro de Estudos Estratégicos de África, divulga o sítio ‘Vatican News’ os atentados aumentaram “exponencialmente” três em 2015 para 12 em 2016, 29 em 2017 e 137 em 2018 e que são atribuídos a grupos da Al Qaeda como ao autodenominado ‘Estado Islâmico’.

CB/OC

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