D. João Lavrador presidiu à Missa de Ação de Graças pelos 500 anos da Misericórdia da Horta

Foto: SCMH

Horta, Açores, 17 fev 2020 (Ecclesia) – O bispo de Angra presidiu este domingo à Missa de Ação de Graças pelos 500 anos da Misericórdia da Horta, na ilha açoriana do Faial, e pediu às instituições sociais de inspiração cristã que ofereçam uma “visão nova sobre a pessoa e a sociedade”.

Na homilia da celebração, divulgada pelo portal diocesano ‘Igreja Açores’, D. João Lavrador criticou o “racionalismo legalista da cultura dominante”, que considera orientado “por interesses económicos, ideológicos, de domínio, focados no prazer, no ter e no poder”.

“A decisão de cada um tem sempre implicação na vida e no futuro da sociedade; não é um ato inócuo, muito pelo contrário, todos os atos e decisões, critérios e valores vão favorecer a promoção da comunidade humana ou vão intervir negativamente e ofender a verdadeira evolução da humanidade”, declarou.

O responsável católico falou numa sociedade marcada por uma cultura em que o ser humano “parece descartável”, cuja vida é “desvalorizada e manipulada”.

O bispo de Angra elogiou o papel da Misericórdia, na Hora, “com uma longa e profícua história de serviço ao próximo”.

“É neste contexto que quero sublinhar em atitude de ação de graças, reconhecimento e gratidão a celebração dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia da Horta, cuja efeméride iniciamos hoje” acrescentou.

A Santa Casa da Misericórdia da Horta é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) fundada entre 1520 e 1522.

Em 1911 constituiu-se uma nova Irmandade para tomar conta da administração do Asilo de Mendicidade e, em 1932, a administração interna foi confiada às Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição até 1941, data em que o Asilo retomou a vida normal, ao abrigo dos Estatutos, em Assembleia Geral com a eleição da sua Mesa Administrativa.

OC

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