O olhar sobre a vida dos jovens, dos idosos que vivem na solidão na cidade de Lisboa, as perguntas que tantos jovens fazem à Igreja e à procura «de Deus» são temas desta conversa com Beatriz Roque Antunes, autora do símbolo das Jornadas Mundiais da Juventude Lisboa 2023. A jovem designer conta como é crescer na procura das respostas da fé entre os corredores da Faculdade de Belas Artes, onde estudou e onde confirmou que, na diferença, há muita procura.

«Sempre fui uma pessoa de perguntas. A minha maneira de viver a fé vem de nunca ter deixado de perguntar e não ter medo de perguntar. Acho que é na dúvida que a fé cresce. E por isso, ao longo da minha vida, fui procurando locais para mais respostas».

«A minha geração vive uma tensão geracional: a dificuldade de partilhar casa, alugar um quarto e viver dessa forma, ou continuar em casa dos pais. É impraticável, um jovem, com um primeiro emprego, suportar uma renda».

«Gostava que a mudança na cidade de Lisboa tivesse privilegiado mais as relações pessoais, e que pudéssemos depender mais uns dos outros. Sempre tive sorte com os meus vizinhos. Mas os bairros são todos muito diferentes mas todos têm muitos idosos, que sofrem de solidão. Era bom que houvesse do ponto de vista institucional, mais projetos que apoiassem os idosos, com um maior sentido de comunidade».

«A vida está difícil para quem é velho.»

«A guerra na Ucrânia, inflação a subir, a necessidade de conceber um novo modelo económico, as alterações climáticas e o que é pedido aos católicos para conceberem uma nova forma de relação económica. Espero que quando toda a juventude estiver reunida com o Papa estejamos atentos ao que ele diz – porque ele não fala por falar – e que isso possa interpelar a nossa oração e ação, e que não seja apenas um encontro.»
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