Em entrevista a publicar pela revista italiana “Famiglia Cristiana”, o Arcebispo de Havana, Cardeal Jaime Ortega y Alamino, afirmou que as possibilidades para uma verdadeira liberdade religiosa “estão a fracassar” em Cuba. “É impossível defender a posição cristã dentro dos grandes problemas éticos e sociais; ter acesso aos meios de comunicação, que são propriedade do Estado; abrir colégios católicos ou contar com a presença católica nos colégios públicos; é impossível colaborar na resolução dos maiores problemas sociais”, afirmou oCardeal D. Ortega acrescentou a visita de Papa João Paulo II em 1998 “aumentou as expectativas de liberdade para os católicos em Cuba, mas as esperanças dos fiéis foram frustradas”. O Cardeal também lembrou que pouco tempo antes da visita do Papa, o governo iniciou “uma poderosa campanha ideológica que incluiu elementos propagandísticos utilizados na década de 1960”. “Eu conversei com Fidel Castro em 2001, e explicou-me que esta ‘batalha de ideias’ não era dirigida contra a Igreja, mas tentava mobilizar os jovens para apoiar a revolução”. Na perspectiva de Castro –continuou o D. Ortega–, a fé religiosa é “algo completamente alheio à sociedade”.
