O cardeal Francis Arinze, responsável da Congregação para o Culto Divino, afirmou que os padres devem negar a comunhão a políticos que defendam o aborto. Falando aos jornalistas na apresentação do documento sobre os abusos na Liturgia (Redemptionis Sacramentum), no Vaticano, D. Arinze afirmou que os padres não devem negar a comunhão a nenhum católico, “a não ser que a pessoa em causa não a possa receber em virtude de alguma disposição canónica”. Perante uma pergunta concreta sobre John Kerry, que se manifesta pessoalmente contra o aborto mas apoia os direitos das outras pessoas a decidir, o membro da Cúria Romana disse que a doutrina da Igreja Católica sobre o tema “é clara” e que compete aos bispos americanos decidir o que fazer. O bispo Raymond Burke, de Saint Louis, afirmou já que recusaria a comunhão a John Kerry, enquanto o arcebispo Sean O’Malley, de Boston, a cuja diocese pertence Kerry, apoiou o princípio.
