José Luís Nunes Martins

A beleza de uma flor talvez não seja um acaso sem sentido; é possível que assim seja para que alguém seja tocado por ela. Nada neste mundo é supérfluo ou inútil em absoluto.
A beleza é uma espécie de travão bom: abranda-nos o ritmo do dia a dia e chama a nossa atenção para algo capaz de nos purificar, apenas porque é belo. Emociona-nos e motiva-nos a ser mais e a viver melhor.
Há poucas experiências capazes de unir tanto duas pessoas como contemplarem em conjunto algo belo, partilhando o que, no mais fundo de si, as toca, inspira e dá sentido às suas vidas.
A beleza é sempre mais bela sem adornos. É simples.
A natureza é uma obra-prima em constante criação. Move-se num ritmo sempre paciente, nunca brusco, que apenas enfada quem não quer senti-la.
Há depois a beleza que resulta da criação de que somos capazes, aquela que sai da alma através das mãos. Os artistas têm em si uma espécie de luz que, com a fé que têm em si mesmos, querem partilhar a fim de iluminar as sombras do mundo.
A beleza que importa não é aquela que agrada à primeira vista; essa passará.
A mais sublime das belezas é aquela que só se sente com os olhos fechados e com o coração aberto.
Amar é belo e nada há de mais belo.
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