«A presença de todos vós neste dia de festa, prova, mais uma vez, que a devoção mariana é uma característica bem evidente da fé cristã nas pessoas» da cidade e de «todo o nordeste transmontano», declarou o bispo da diocese

Bragança, 22 ago 2026 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda presidiu, esta tarde, à solenidade da Senhora das Graças, evocando-a como “Mãe, Mulher Admirável, Rainha de caridade e de paz”, e exortou a comunidade a dar um impulso à Unidade Pastoral com o nome da padroeira da cidade e do município.
“A Senhora das Graças diz-nos que já é tempo de a Unidade Pastoral ser o que deve ser. É preciso continuar, com mais dinamismo e entusiasmo a organizar a vida litúrgica e pastoral a partir da Catedral como sede e eixo da Unidade Pastoral da Senhora das Graças”, afirmou D. Nuno Almeida, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.
A Eucaristia contou com a presença de D. António Montes Moreira, bispo emérito da diocese, bem como de autoridades civis, como a presidente da Câmara Municipal, religiosos, religiosas e seminaristas, além dos concelebrantes sacerdotes e diáconos, e foi animada liturgicamente pelo Coral Brigantino.
“Que a celebração das Bodas de Prata da Catedral, no próximo dia 7 de outubro, seja oportunidade para dar mais vida à Unidade Pastoral e à nossa Catedral no culto, na cultura e na caridade!”, desejou o bispo.
Aludindo à imagem da Senhora das Graças, D. Nuno Almeida destacou que “um coração de mãe é ardente porque ama profundamente” e fez referência “à perseverante participação de tantas pessoas na Novena”.
“A presença de todos vós neste dia de festa, prova, mais uma vez, que a devoção mariana é uma característica bem evidente da fé cristã nas pessoas de Bragança e de todo o Nordeste Transmontano”, realçou.
Lembrando o Evangelho, que relata a anunciação do Senhor, o bispo salientou que “Maria não percorreu o caminho mais seguro nem o caminho mais cómodo”, mais “o mais fiel”, em que a cada passo “procurou discernir e seguir a vontade de Deus”.
“É este o caminho de alegria que a Senhora das Graças nos convida a trilhar: Permanecermos, também nós, na mais alta e apurada contemplação para descobrirmos sempre a Vontade de Deus e, ao mesmo tempo, caminhar unidos em cada família e comunidade. Fazermos sempre da nossa vida uma peregrinação em direção a Deus e aos irmãos”, sublinhou.
D. Nuno Almeida manifestou o desejo de que a padroeira da cidade ensine todos “a olhar para o alto e para o lado”, para os que estão à volta de forma a, “de mãos disponíveis”, se fazerem “próximos, conscientes de que continuam frescas e verdadeiras as palavras do Papa Francisco na ‘Alegria do Evangelho’.
“Com grande alegria, festejamos a padroeira da cidade de Bragança e do município, da Unidade Pastoral e da nossa Catedral”, assinalou, questionando ainda a assembleia a refletir sobre o que é que a Senhora das Graças está a pedir a esta hora.
“Pede-nos que cultivemos a ‘ecologia integral’ escutando o grito da terra e o grito dos pobres ou dos mais frágeis. Diz-nos que cada pessoa faz parte do projeto comum que tece e constrói uma cidade e uma comunidade. Cada um, sem exceção, é imprescindível para que uma cidade seja, viva e bela”, respondeu.
“Que Maria, acenda em nós o entusiasmo por aquilo que é comum, ajudando-nos a ser cidadãos atentos, ativos e participativos”, pediu o bispo.
Além da Missa, o programa da solenidade da Senhora das Graças incluiu a tradicional procissão, que contou com a participação de 48 andores do concelho de Bragança e com a alocução de D. Nuno Almeida no final do percurso.
“Acariciados, filialmente, pela Tua [Senhora das Graças] presença e pelo Teu olhar, também nós, como crianças no regaço da sua Mãe, Te pedimos com toda a força da nossa pobre fé: Permanece connosco! Na nossa cidade de Bragança, no nosso Município, na nossa Unidade Pastoral e em cada Lar!”, expressou.
LJ


