Fátima: «É um lugar de esperança para todos», que oferece «a certeza da paz», destaca patriarca de Lisboa

D. Rui Valério está a participar na Peregrinação do Migrante e do Refugiado, ao santuário

Foto: Agência ECCLESIA/CB

Fátima, 13 ago 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa afirmou que o Santuário de Fátima “é um lugar de esperança para todos” e de paz, no contexto da Peregrinação do Migrante e do Refugiado, promovida pela Igreja Católica, nos dias 12 e 13 agosto.

“O Santuário de Fátima é um lugar de esperança para todos, na medida em que oferece logo, à partida, a certeza da paz. A certeza da paz que se alcança pela oração, mais concretamente pela recitação do Santo Rosário”, disse D. Rui Valério à Agência ECCLESIA.

O patriarca de Lisboa explicou que no santuário mariano da Cova da Iria é onde “a paz é celebrada, é construída, onde a paz é oferecida como projeto de vida”, por isso, é necessariamente um lugar de esperança.

“E Fátima hoje, para o mundo, é este lugar de esperança. Por isso, neste 13 de agosto, e porque estamos a celebrar a peregrinação dos migrantes, nós não podemos não pensar que, hoje, o povo da Ucrânia, o povo do Médio Oriente, estiveram com os seus olhos voltados para este altar, que é o altar do mundo”, desenvolveu, no contexto da Peregrinação do Migrante e do Refugiado.

A Igreja Católica em Portugal está a celebrar a 54.ª Semana Nacional de Migrações, desde domingo, com o tema ‘Da fragilidade à Esperança’, até dia 16 de agosto; do programa destaca-se a Peregrinação do Migrante e do Refugiado, ao Santuário de Fátima, nestes dias 12 e 13, integrada na Peregrinação Internacional Aniversária de Agosto à Cova da Iria.

D. Rui Valério destaca, em segundo lugar, que Fátima é um lugar de esperança na medida em que, em 1917, “toda esta região onde as aparições ocorreram, era verdadeiramente um pouco esquecida”, as pessoas sentiam que estavam “entregues a si mesmas, que elas tinham que fazer pela vida”, e sentiam-se abandonadas pelas instâncias públicas.

“Não nos esqueçamos que, em 1917, Portugal era um país altamente conturbado pelas perturbações que a Revolução de 1910 tinha suscitado. Estava-se a viver uma guerra mundial, a Primeira Guerra Mundial, para onde muitos jovens de todo Portugal, e concretamente desta região, tinham sido enviados. Com a aparição de Nossa Senhora a três crianças, a mensagem que foi dada aos pobres, aos últimos, aos mais frágeis, foi que Nossa Senhora, como enviada do Céu, veio-nos dizer ‘Deus não vos esquece, vós estais no coração de Deus’, desenvolveu o patriarca de Lisboa, natural da Paróquia da Urqueira, no concelho de Ourém.

“E por isso, a Sua própria Mãe foi enviada para vos anunciar uma mensagem profundamente evangélica da conversão, da penitência, da oração, da transformação de vida e, sobretudo, da certeza que Deus vos ama e está convosco”, acrescentou D. Rui Valério, no Programa ECCLESIA, desta quinta-feira, 13 de agosto, que vai ser transmitido na RTP2.

A Peregrinação Internacional Aniversária de 13 de agosto ao Santuário de Fátima faz memória da 4ª Aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos, a 19 de agosto de 1917.

CB

Partilhar:
Scroll to Top