Terceira edição do JUBIGO levou centenas de participantes aos arciprestados de Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira

Viana do Castelo, 01 ago 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo participou na terceira edição do acampamento juvenil da Diocese de Viana do Castelo (JUBIGO), para sublinhar a importância da escuta ativa e da mobilização das novas gerações.
“Eu estou para estar, pôr a minha tenda e estar com eles, nas mesmas condições deles, partilhando tudo com eles”, explicou D. João Lavrador, em declarações à Agência ECCLESIA.
O JUBIGO, iniciado na última terça-feira, encerra-se hoje, após um conjunto de atividades que mobilizou centenas de participantes nos arciprestados de Paredes de Coura e Vila Nova de Cerveira.
D. João Lavrador instalou a sua própria tenda no recinto do encontro e falou da importância de se alterarem métodos de abordagem junto dos mais novos.
“Esta é uma iniciativa que de alguma maneira responde àquilo que hoje nós falamos, que é uma pastoral com os jovens, a partir dos jovens”, sustentou.
O responsável assumiu o papel central dos animadores de juventude no acompanhamento contínuo dos adolescentes nas paróquias de origem.
“Não é para os entreterem ou serem eles donos dos jovens”, avisou Dom João Lavrador ao exigir maior formação e compromisso das equipas responsáveis pela pastoral local.
A preparação do cinquentenário da diocese impulsiona a adoção de novas respostas que consigam interpelar diretamente as comunidades católicas do Alto Minho.
“A temática do próximo ano é, essencialmente, uma comunidade diocesana em permanente renovação”, antecipou o bispo local.
Já a diretora do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil confirmou a adesão crescente a este modelo do JUBIGO, que conjuga a dimensão confessional com vertentes artísticas e comunitárias.
“Estão a mobilizá-los, sem qualquer dúvida, da melhor forma”, congratulou-se Vera Fernandes.
A dirigente sublinhou a importância de colocar os participantes em contacto com as instituições circundantes para lhes fornecer ferramentas de caráter social.
“Agora vamos pôr em ação, ver a realidade para dar resposta e também sermos ação”, desafiou a responsável diocesana.
O sacerdote jesuíta Paulo Duarte orientou sessões de reflexão perante uma geração bombardeada pelo ruído digital ininterrupto das redes sociais.
“A contemplação ajuda-nos a viver o presente para olhar o passado”, indicou o religioso.
A necessidade de travar o ritmo imposto pelas novas tecnologias dominou os debates informais entre os acampados.
“Muitas vezes quando eu fico em silêncio tenho 20 vozes a falar na minha cabeça”, confessou a participante Íris Cerqueira, oriunda de Ponte de Lima.
O padre Joel de Brito, arcipreste de Paredes de Coura, reconheceu o choque inicial provocado pelas restrições de ecrãs impostas pela organização do evento.
“A primeira perceção dos jovens é um caso de rejeição”, admitiu o sacerdote, ao constatar a posterior adaptação harmoniosa dos grupos.
A partilha de responsabilidades e a convivência intergeracional fortaleceram os laços de pertença perante a dispersão vivida em contexto estudantil.
“Ao virmos de diferentes ambientes, de diferentes experiências, conseguimos aprender mais uns com os outros”, testemunhou a jovem Ana Martins, de Ponte da Barca.
O acampamento mobilizou dezenas de voluntários num programa subordinado ao lema ‘Ser fermento evangélico no mundo: Evangelizar em diálogo com o mundo, comunidade integradora e em saída’.
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