Ucrânia: «Um fim justo para a guerra significa restaurar a paz nesta parte da Europa», destacou D. Paul Richard Gallagher

Colaborador do Papa está de visita ao país, como Enviado Especial de Leão XIV

Foto: Vatican News

Cidade do Vaticano, 17 jul 2026 (Ecclesia) – O secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé chegou à Ucrânia, esta quinta-feira, como Enviado Especial do Papa Leão XIV para o 35.º aniversário da renovação das estruturas da Igreja de Rito Latino, até terça-feira.

“Um fim justo para a guerra significa restaurar a paz nesta parte da Europa”, afirmou D. Paul Richard Gallagher, na primeira paragem desta visita, na cúria arquiepiscopal de Lviv (Leópoli), citado pelo portal de notícias do Vaticano.

O representante da Santa Sé, enviado especial do Papa à Ucrânia, assinalou que a Igreja Católica e Leão XIV “não se esquecem do sofrimento e dos sacrifícios do povo ucraniano”, acrescentando que se devem “criar as condições adequadas para uma paz justa”, no encontro com o arcebispo D. Mieczyslaw Mokrzycki, e autoridades locais ucranianas, da região e da cidade.

Na capela, às 09h00 locais, foi realizado um momento de oração e silêncio pelas vítimas da guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022 com a invasão do país pela Rússia, um gesto que é replicado espontaneamente por todo o país, sempre à mesma hora, desde o início do conflito.

O secretário para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais da Santa Sé, ainda na parte da manhã, visitou a Universidade Católica de Lviv (sete faculdades), que tem aproximadamente 30 mil alunos inscritos, em cursos online e presenciais, num terreno com bunkers, que podem acolher os residentes dos bairros vizinhos, centrado numa igreja.

Foto: Vatican News

“A guerra está aqui”, lamentou o reitor da universidade, D. Borys Gudziak, durante a reunião com D. Paul Richard Gallagher, há dois anos, um míssil matou sete ou oito pessoas, quando caiu a algumas centenas de metros de distância, matando sete ou oito pessoas, no total morreram cerca de 40 pessoas relacionadas com a universidade.

“Todos estão empenhados em prestar assistência e apoio: os alunos que vêm ter connosco recebem uma educação integral, que inclui também saber como se dar aos outros”, realçou o bispo metropolitano greco-católico.

Segundo o programa divulgado pela Secretaria de Estado do Vaticano, o colaborador do Papa encontra-se com o responsável da Igreja Greco-Católica Ucraniana, em Kiev, a capital do país, na noite desta sexta-feira.

Antes de chegar à Nunciatura Apostólica em Kyiv, onde vai reunir com o arcebispo-mor Greco-Católico de Kyiv-Halych, Sua Beatitude Sviatoslav Shevchuk, passa pela igreja de São João Paulo II, em Rivne; esta viagem à Ucrânia do secretário para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais da Santa Sé também comemora a visita do Papa polaco ao país, em 2001.

Este sábado, dia 18, D. Paul Richard Gallagher vai visitar a igreja de São Nicolau, o Instituto Teológico Dominicano e alguns dos edifícios atingidos pelos bombardeamentos, e o Mosteiro das Grutas de Kiev, o mais antigo da Ucrânia, e na segunda-feira, reúne com o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, regressando ao Vaticano no dia seguinte, 21 de julho.

O colaborador do Papa, enviado especial de Leão XIV à Ucrânia, vai participar nas celebrações do 35º Aniversário da Renovação das Estruturas da Igreja de Rito Latino na Ucrânia, este domingo, dia 19 de julho, no Santuário Nacional da Mãe de Deus do Santo Escapulário (Nossa Senhora do Monte Carmelo), em Berdychiv, e tem reuniões com autoridades religiosas, politicas e civis, informou a Secretaria de Estado do Vaticano, na sua conta @TerzaLoggia, na rede social X.

Sobre a viagem para a Ucrânia, o portal online Vatican News informa que D. Paul Richard Gallagher aterrou em Cracóvia, na Polónia, esta quinta-feira, 16 de julho, e continuou de carro com o núncio apostólico para Kiev, D. Visvaldas Kulbokas, passou pelo posto fronteiriço de Krakovets, onde foram recebidos pelo embaixador ucraniano junto da Santa Sé, Andrii Yurash, e representantes do Ministério das Relações Exteriores.

Foto: Vatican News

Em sentido contrário, esta quinta-feira, regressou a Roma o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), após quatro dias na Ucrânia, entre a região de Lviv e a capital Kiev, país que visitou pela segunda vez desde o início da invasão russa.

“Um único militar, um único civil ou uma única criança que possa se reunir com sua família é um passo em direção à paz. Todo o esforço possível será feito, essa é a vontade de Leão XIV. O compromisso humanitário deve ser considerado acima de qualquer lógica política ou militar. E é isso que está no coração da Igreja, especialista em humanidade”, disse o cardeal Matteo Zuppi ao ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, no Dia da Soberania da Ucrânia.

CB

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