Presidente da Conferência Episcopal Italiana levou mensagem do Papa

Leópolis, 14 jul 2026 (Ecclesia) – O cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), visitou hoje o centro de detenção Zakhid-1, na região de Leópolis, e apelou ao fim da guerra na Ucrânia.
O responsável católico entregou porta-chaves a prisioneiros capturados no exército russo, explicando que o gesto simboliza o desejo de que possam em breve “abrir a casa e abraçar os vossos familiares”.
D. Matteo Zuppi ofereceu ainda uma estampa da ‘Salus Populi Romani’, apresentada como “a imagem da esperança” para todos os detidos, e uma fotografia do Papa, que o enviou para “dizer que reza pela paz e para que a guerra termine”.
O jornal ‘Avvenire’, da CEI, que acompanhou a visita, adianta que o centro reúne detidos de 53 nações, entre russos, bielorrussos, congoleses, coreanos, peruanos, nigerianos e filipinos.
O cardeal italiano conversou com dezenas de prisioneiros em francês e espanhol, incluindo um jovem de 25 anos com uma perna amputada.
“O Papa Leão XIV enviou-nos, a mim e ao núncio, para dar muita esperança de olhar para o futuro, para que a guerra termine e possam voltar a casa”, disse.
Na capela do centro, última etapa da visita, o responsável pediu que todos “encontrem o caminho de casa, que tudo isto termine e possam recomeçar uma vida nova”.
Apontando para o próprio coração, D. Matteo Zuppi acrescentou que os detidos devem afastar “todas as coisas más”, recordando que “Deus dá sempre esperança” e ajuda a “retirar o mal”.
Esta é a segunda visita do cardeal à Ucrânia desde o início da invasão russa, depois de, em junho de 2023, ter estado em Kiev por mandato do Papa Francisco para se encontrar com o presidente Volodymyr Zelensky.
Essa missão, que levou o presidente da CEI a Moscovo, Washington e Pequim nos meses seguintes, procura reforçar o “mecanismo” referido pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, para o regresso de crianças e adolescentes levados à força para a Rússia, a libertação de prisioneiros e a repatriação de corpos.
O embaixador ucraniano junto da Santa Sé, Andrii Yurash, que acompanhou a visita, escreveu nas redes sociais que a Ucrânia “está sempre pronta a acolher quem a ama e a ajuda neste momento extremamente difícil de agressão russa”.
OC
