Leão XIV apela a uma Igreja onde «ninguém é inimigo»

Castel Gandolfo, 11 jul 2026 (Ecclesia) – O Papa almoçou hoje com cerca de 200 pessoas vulneráveis nos jardins pontifícios de Castel Gandolfo, desafiando as comunidades católicas a erradicar as causas da pobreza e da injustiça social.
O pontífice prescindiu de uma intervenção formal no início do encontro promovido no Borgo ‘Laudato si’, confessando aos convidados: “Vim sem discurso, mas com fome”.
Leão XIV utilizou a necessidade física para exigir um acolhimento radical das populações marginalizadas, evocando quem tem “fome de autêntica caridade”.
“Fome de uma Igreja que verdadeiramente sabe abrir as portas, acolher, receber todos; onde há amor para todos e onde ninguém é inimigo, onde todos sabemos viver a reconciliação, o perdão, a paz”, acrescentou, numa intervenção divulgada pelo portal de notícias do Vaticano.




O Papa assumiu o compromisso de aproximação efetiva e estrutural aos cidadãos assistidos pela Diocese de Roma, garantindo aos presentes que “nós hoje também queremos construir uma ponte com todos vós, com as vossas famílias e com a sociedade na qual queremos viver”.
A refeição solidária, nos arredores de Roma, foi apresentada como um antídoto contra um paradigma de exclusão global.
Estamos verdadeiramente a construir um mundo diferente, um mundo de esperança, um mundo que é luz no meio deste mundo; tantas vezes esta realidade, tantas vezes este mundo está mesmo quebrado pela violência, pelo ódio, pela discriminação.”
O evento contou com a presença de 35 crianças e reuniu responsáveis da Cúria Romana e da Diocese local, com um tempo de convívio à mesa entre os convidados.
OC
Igreja/Solidariedade: Papa almoça com 200 pessoas vulneráveis e refugiados
