Portugal vive dia de luto nacional, em homenagem aos cidadãos emigrantes e lusodescendentes que perderam a vida

Cidade do Vaticano, 05 jun 2026 (Ecclesia) – O Papa recordou hoje as vítimas dos sismos de 24 de junho na Venezuela, país que celebra hoje o seu Dia da Independência.
“Recordo sempre nas minhas orações as vítimas do terramoto e todo o povo venezuelano: que o Senhor o sustente neste momento tão difícil”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.
O número de cidadãos portugueses que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela subiu para 93, havendo 80 que tinham também a nacionalidade venezuelana, segundo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.
O país vive hoje um dia de luto nacional, “pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram os efeitos desta tragédia”, referiu o primeiro-ministro Luís Montenegro, ao anunciar a decisão do Governo.
Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 2645 mortos e mais de 12 500 feridos, segundo o mais recente balanço oficial; milhares de pessoas estão ainda desaparecidas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
As duas dioceses portuguesas com maior presença de emigrantes na Venezuela, Aveiro e Funchal, convocaram para hoje uma recolha de fundos para ajudar as vítimas da tragédia.
“As imagens e as notícias que nos chegam da Venezuela destroçam-nos o coração. Não bastava já um país prostrado económica e politicamente, como, agora, um país destruído por tremores de terra devastadores”, lamentou D. Nuno Brás, bispo do Funchal.
Já o bispo de Aveiro evocou a “dívida da gratidão” das populações locais para com a Venezuela.
“Nas últimas décadas do século passado, os irmãos venezuelanos ajudaram-nos na construção de várias Igrejas paroquias e de centros sociais paroquiais. Agora é a nossa vez de partilharmos e sermos generosos perante a catástrofe que os meios de comunicação social nos apresentam”, indica D. António Moiteiro.
OC
Venezuela: Dioceses portuguesas mobilizam-se para ajudar vítimas dos sismos
