Missão Permanente nas Nações Unidas confirma apoio financeiro à UNRWA e lamenta morte de funcionários no terreno

Lisboa, 01 jul 2026 (Ecclesia) – A Missão Permanente de Observação da Santa Sé na ONU denunciou esta terça-feira que o bloqueio à distribuição de assistência aos refugiados palestinianos constitui uma “grave violação do direito internacional humanitário”.
O impedimento à ajuda “agrava os sofrimentos de quantos vivem já em condições extremamente precárias”, advertiu a delegação diplomática numa declaração apresentada perante a Assembleia Geral.
A representação do Vaticano sublinhou a urgência de defender a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), destacando que o organismo representa um “apoio essencial para milhões de refugiados palestinianos”.
Segundo o portal ‘Vatican News’, a representação pontifícia expressou a sua “profunda preocupação” perante a morte de membros do pessoal da UNRWA, no decurso do atual conflito no Médio Oriente.
A intervenção alertou igualmente para a gravidade dos contínuos “ataques contra as estruturas da agência nos territórios do Estado da Palestina, incluindo escolas e outras estruturas em que os civis procuraram refúgio”.
O Vaticano aproveitou a sessão para confirmar o seu compromisso financeiro com a agência das Nações Unidas, assumindo a verba como uma expressão concreta de solidariedade para com a população deslocada.
A Santa Sé apelou a que a assistência no terreno decorra no “firme respeito” pelos princípios de humanidade, imparcialidade e neutralidade, com vista a preservar a credibilidade institucional da missão humanitária.
A agência da ONU foi criada em 1949, no rescaldo da guerra israelo-árabe, garantindo educação, saúde e alimentação à população local há mais de sete décadas.
As tropas israelitas controlam atualmente cerca de 70% da Faixa de Gaza, concentrando mais de dois milhões de palestinianos numa área com pouco mais de 100 quilómetros quadrados.
O atual conflito foi desencadeado pela incursão do movimento islamita Hamas em território israelita, a 7 de outubro de 2023, que provocou cerca de 1200 mortos e resultou na captura de 251 reféns.
OC
