Bispo diocesano presidiu à Missa evocativa do Dia da Região Autónoma da Madeira
Funchal, Madeira, 01 jul 2026 (Ecclesia) – O bispo do Funchal afirmou hoje que a história do arquipélago foi construída com a presença de Deus, falando na Eucaristia do Dia da Região Autónoma da Madeira.
“Se algo marca a história madeirense é o facto de ela se ter construído com Deus presente na vontade e liberdade humana”, referiu D. Nuno Brás, na Catedral diocesana.
A homilia, enviada à Agência ECCLESIA, sustentou que a construção insular assenta no binómio “autonomia” e “liberdade”, sublinhando que as conquistas madeirenses foram alcançadas em comunhão com o divino.
“Como poderiam os nossos antepassados suportar o peso, o sacrifício da vida nestas paragens atlânticas sem a força e o horizonte de Deus, sem a sua presença, e a sua bênção, sem o horizonte de vida eterna que apenas Ele pode oferecer?”, questionou D. Nuno Brás.
A reflexão debruçou-se sobre a condição livre da humanidade e a tentação “viver sem Deus”.
“Tentar construir Babel ou reedificar Jerusalém; ficar impassíveis diante do mal ou abraçar decididamente o bem; cuidar dos que ainda hoje vivem dominados pelos demónios dos nossos tempos; acolher Jesus ou expulsá-lo da nossa vida, conscientes de que Ele é sempre uma presença exigente: eis que a nossa liberdade continua a ser constantemente convocada”, indicou o bispo do Funchal.
A celebração desta tarde contou com a presença de autoridades regionais.
“Onde não existe lugar para Deus, tão-pouco existirá lugar para o Homem e para o humano: acabaremos numa aparência enganadora, que terminará (como a história bem mostra) no domínio do mais poderoso, e no esmagamento indigno e injusto do mais frágil”, advertiu D. Nuno Brás.
A Missa, com Te Deum, foi apresentada pela diocese como “um momento de ação de graças pela autonomia madeirense e de oração pelo povo da Madeira, dentro e fora da Região”.
A celebração deste ano teve “uma intenção especial por todos os emigrantes madeirenses espalhados pelo mundo, de modo particular pelos que vivem na Venezuela, confiando a Deus quantos atravessam momentos de sofrimento, incerteza e dificuldade”.
OC
