Participaram mais de meia centena de pessoas, incluindo alguns libaneses sensibilizados pela iniciativa

Lisboa, 22 jun 2026 (Ecclesia) – O Serviço de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa organizou uma “caminhada missionária” de angariação de fundos para o Líbano, e de sensibilização para a realidade deste país, com mais de meia centena de pessoas, este sábado, em Cascais.
“Dar um pequeno contributo, se calhar não passará mesmo disso, mas para nós significa um grande contributo, independentemente do valor que iremos apurar, pois para nós é importante dizer aos cristãos do Líbano que a Diocese de Lisboa se preocupa com eles e está muito atenta e apoia-os da melhor forma possível”, disse o responsável pelo Serviço de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa (SAMPL), à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), em declarações enviadas à Agência ECCLESIA pela fundação pontifícia.
O padre Albino dos Anjos destacou que as pessoas são “muito sensíveis” a situações como a realidade no Líbano, e considera que é preciso despertar a atenção, porque “têm sensibilidade, contrariamente ao que eventualmente muitas vezes” se pensa, “e são solidárias com aqueles que sofrem”.
O secretariado português da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre explica que a situação no Líbano é notícia quase diariamente porque a guerra entre Israel e a milícia Hezbollah tem sido particularmente intensa e provocou uma crise humanitária extremamente grave.
“Tocou-me bastante saber que aqueles colegas sacerdotes de ritos diferentes, mas católicos, estão a fazer um trabalho incrível, em situações difíceis, um trabalho aberto a todos, não só para os cristãos, não só para os católicos, mas aberto a toda a comunidade”, explicou o padre Albino dos Anjos, missionário da Boa Nova.
O responsável pelo SAMPL acrescentou que sentiram que esta caminhada solidária, que realizaram pelo segundo ano, “podia ser uma resposta muito interessante da parte do patriarcado”.
A ‘caminhada solidária 2026’ do Serviço de Animação Missionária do Patriarcado de Lisboa para a comunidade cristã do Líbano teve início na capela no Parque Marechal Carmona, em Cascais, no chamado ‘Bairro dos Museus’, perto da igreja paroquial, pelas 09h30, deste sábado, dia 20 de junho, e mobilizou mais de meia centena de pessoas, incluindo alguns libaneses.
“Isto confirma aquilo que sempre dizemos: sentimo-nos abençoados por estarmos em Portugal e por vermos pessoas que amam e desenvolvem atividades em apoio aos cristãos, especialmente os que vivem em regiões difíceis, como o Líbano, mas também em outras partes do mundo. Que Deus vos abençoe e esteja sempre convosco”, disse Marcel Chamoun, de 59 anos de idade, que vive em Lisboa há quase cinco anos com a família, a esposa e duas filhas.
Marcel Chamoun é o presidente da associação religiosa ‘São Charbel Connosco’, e explicou que os outros membros da direção e da associação “não puderam estar presentes”, porque tiveram conhecimento deste evento “com muito pouca antecedência”, por isso, participaram na ‘caminhada solidária’ “apenas oito ou nove pessoas”.
A diretora do secretariado nacional da AIS, que participou nesta iniciativa, e já esteve no Líbano mais de uma vez em visitas de trabalho, contabilizou que os cerca de 1 milhão e 200 mil libaneses que vivem atualmente nas ruas ou estão em casas particulares, paróquias e conventos, são uma preocupação concreta da fundação pontifícia, que tem a decorrer uma campanha de angariação de fundos em Portugal.
Esta foi a segunda iniciativa solidária do Patriarcado de Lisboa através do seu Serviço de Animação Missionária, com a Ajuda à Igreja que Sofre, e, segundo o responsável deste organismo, a fundação pontifícia “tem sido um grande testemunho e uma boa provocação”, para estaremos “atentos, sensíveis”.
“Vale muito o trabalho que a Fundação AIS faz neste caminho para nos despertar, para tomarmos consciência da nossa responsabilidade e não deixarmos perpetuar o mal”, acrescentou o padre Albino dos Anjos, missionário da Boa Nova.
Em 2025, cerca de uma centena de pessoas caminharam em Lisboa em solidariedade com a Paróquia da Sagrada Família, na Faixa de Gaza, a única paróquia católica do enclave palestiniano, que pertence ao Patriarcado Latino de Jerusalém, e angariaram dois mil e setecentos euros (2700€).
CB/OC
