Braga: Visita pastoral ao arciprestado de Fafe termina com celebração que incluiu a administração de 383 crismas

Sessão de encerramento do percurso pelas 37 paróquias contou, além de D. José Cordeiro, com a participação de D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita

Foto: Diário do Minho

Braga, 22 jun 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga e auxiliares concluíram este domingo a visita pastoral ao arciprestado de Fafe, reunindo mais de 1000 pessoas no Pavilhão Municipal, depois de um percurso por 37 paróquias.

“[A visita pastoral ao Arciprestado de Fafe revelou-se] uma feliz lição de esperança de como a Igreja de Braga pode assumir a construção de um mundo mais justo e mais fraterno”, afirmou D. José Cordeiro, citado pelo ‘Diário do Minho’.

O responsável católico, acompanhando de D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, destacou a “festa extraordinária e surpreendente” que marcou o momento.

“Hoje não estamos a viver apenas o maior dia do ano, por força do solstício de verão. Hoje é também um grande dia para nós, Igreja de Braga”, assinalou.

O arcebispo de Braga prometeu para breve “uma avaliação detalhada” do percurso pelas comunidades, por considerar que também faz parte da missão da Arquidiocese de Braga comprometer-se com “um caminho de transparência, de prestação de contas”.

Na sessão de encerramento, o arcebispo deixou o seu agradecimento ao arciprestado de Fafe, em nome próprio e dos bispos auxiliares, “pela beleza do testemunho desta visita pastoral”, que, destacou, mostrou “como a Igreja de Braga está comprometida com a construção de um mundo de esperança e de fraternidade”.

D. José Cordeiro mostrou-se também grato “a todos os párocos” e “aos estimados” presidentes das mais diversas instituições do concelho, aos presidentes de junta e ao presidente da Câmara Municipal.

“A todas as pessoas — crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos — de todos os lugares que percorremos ao longo desta grande peregrinação: muito, muito obrigado por todo o vosso testemunho e pela surpresa crescente desta grande assembleia, aqui neste Multiusos”, expressou D. José Cordeiro.

A Eucaristia Solene, que encerrou a visita pastoral em Fafe, incluiu a administração do sacramento do Crisma a mais de três centenas de pessoas, de várias idades, daquele arciprestado.

“Com esta celebração damos graças a Deus pela grande bênção que nos concedeu, desde 13 de março até hoje, através da rica experiência da Visita Pastoral. Acrescenta-se à nossa alegria a celebração do Crisma de 383 jovens e adultos provenientes de muitas paróquias do nosso arciprestado”, salientou o arcipreste de Fafe, padre José António Carneiro.

Na homilia, o arcebispo de Braga sublinhou que receber o sacramento da confirmação “não é um passaporte para sair da Igreja”, mas antes «um maior compromisso» com a vivência dos valores cristãos.

“O Crisma é para prosseguirmos juntos a caminhada cristã e para que possamos testemunhar a alegria da fé, a esperança e a felicidade”, disse D. José Cordeiro, completando que “é preciso exercitar e viver os valores” que a fé católica promove e assumir o compromisso do caminho sinodal que está a ser percorrido pela Igreja de Braga.

“Trata-se de marcar esta etapa da vida no caminho do seguimento de Cristo, para sermos adultos na fé”, indicou, tendo desafiado os jovens e adultos crismados a levarem “os valores do Evangelho para o mundo digital”, cada vez mais presente no quotidiano.

O arcebispo de Braga realçou que “também o mundo da Inteligência Artificial e de outras plataformas pode constituir uma via para propostas de oração diária, indispensáveis para manter a fé viva”, bem como para a concretização “de muitas outras possibilidades que existem para prosseguir e aprofundar este encontro com Jesus Cristo”.

A Eucaristia integrou também a tomada de posse dos Conselhos Pastorais Paroquiais, tendo o arcipreste sublinhado que o reconhecimento destes órgãos pelo arcebispo constituído um momento de renovada esperança no Caminho da Páscoa, que se está a trilhar rumo ao “grande jubileu de 2033”.

O peditório da Missa foi entregue ao projeto missionário “Caminho de Esperança”, que a Arquidiocese de Braga está a desenvolver na Diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau.

O padre José António Carneiro apelou a uma maior sensibilidade para com este projeto humanitário.

“Hoje, porque há mais alegria em dar do que em receber, no peditório da missa cada um é convidado a fazer uma oferta monetária que será entregue ao Centro Missionário de Braga, para que jovens da nossa diocese possam desenvolver esta experiência missionária”, referiu.

LJ/OC

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