«A sua herança de amor, sacrifício e compromisso continuará a inspirar gerações», sublinhou a comunidade cristã local

Roma, 22 jun 2026 (Ecclesia) – O padre católico Youhanna Al-Amin foi assassinado na sexta-feira, na região sudanesa dos Montes Nuba, em retaliação por ter denunciado o roubo de medicamentos da sua paróquia.
O crime foi divulgado hoje pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), assinalando que o ataque letal, que vitimou mais duas pessoas, constituiu um ato de vingança direta contra o sacerdote.
A comunidade cristã local repudiou a morte do responsável católico através de uma oração pública, chorando uma existência “tragicamente roubada por aqueles que escolheram a violência em vez da paz”.
“O padre Younna dedicou muitos anos de serviço fiel ao povo, oferecendo esperança, orientação e compaixão a todos”, referiram os fiéis do território africano na mesma mensagem.
A antiga paróquia de São Pedro em Babnusa, onde o sacerdote exerceu funções durante mais de duas décadas, homenageou alguém que “amava o seu trabalho até ao fim”.
O pároco de São Vicente tinha optado por permanecer na localidade de Kauda para garantir a assistência humanitária, recusando abandonar a população face ao agravamento das tensões tribais.
A Igreja local exigiu entretanto a realização de uma “investigação aprofundada” às autoridades competentes para apurar os autores materiais do triplo homicídio.
O Sudão enfrenta um cenário de guerra que já tinha provocado a morte do padre Luka Jomo, atingido mortalmente por uma bala perdida em junho de 2025.
A vaga de criminalidade contra instituições católicas no país incluiu também o espancamento do bispo de El Obeid, Yunan Tombe Trille Kuku Andali, atacado por homens armados no ano passado.
OC
