Programa ECCLESIA aborda projeto de passeios em bicicletas adaptadas no combate à solidão dos mais velhos
Lisboa, 16 fev 2026 (Ecclesia) – O presidente da Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) afirmou que os cerca de 1,5 milhões de voluntários em Portugal representam um “número que fala por si”, apesar de a realidade poder ser superior por falta de registos oficiais.
“Efetivamente, é um número que fala por si, apesar de não ser ainda um número real, uma vez que escasseiam números concretos sobre pessoas envolvidas em organizações formais e não formais”, disse Eugénio Fonseca, em entrevista ao Programa ECCLESIA, emitida hoje na RTP2.
No arranque do Ano Internacional dos Voluntários para o Desenvolvimento Sustentável (2026), o responsável defendeu que este setor é um “poderoso motor” para alcançar as metas da Agenda 2030, nomeadamente na educação, saúde e combate à pobreza.
Para Eugénio Fonseca, o voluntariado traduz-se numa capacidade efetiva de “construir a humanidade”, reforçando o tecido social através da ação de quem dedica o seu tempo aos outros.
O programa deu a conhecer o exemplo da Associação ‘Pedalar Sem Idade’, com Débora Muzzi a explicar o impacto dos passeios em bicicletas adaptadas no combate à solidão dos mais velhos.
“É o direito ao vento nos cabelos”, ilustrou a responsável, sublinhando que a iniciativa permite recuperar memórias e promover o diálogo entre gerações, tirando os idosos do isolamento dos lares ou das suas casas.
A CPV anunciou a criação de uma plataforma digital para agregar as iniciativas que vão marcar este ano internacional, procurando dar visibilidade ao que se faz no país.
Eugénio Fonseca adiantou que estará disponível “um link na própria página onde todas as organizações do país, confederadas ou não, queiram inscrever a informação das ações que vão realizando”.
“Qualquer pessoa pode ir consultar esse link e sabe a localidade, o dia e o que se pretende fazer”, explicou.
Segundo o presidente da CPV, o objetivo desta ferramenta digital é “ajudar a criar comunidades e procurando que a informação circule também”, aproveitando a força das redes sociais para mobilizar a sociedade.
LS/OC
