Editor executivo afirma que é preciso «dar «muitas vidas» a um espaço semanal na televisão

Lisboa, 22 out 2019 (Ecclesia) – O editor executivo do ‘70×7’, em emissão na RTP há 40 anos, afirmou que a presença na televisão deste programa tem de ser capaz de “criar interatividade” com pessoas e grupos para dar “muitas vidas” ao projeto televisivo semanal.

“É um trabalho muito difícil, exige tempo, exige disponibilidade, exige saber ouvir, o que agrada e não agrada, e, a partir daí, criar diálogo, pontes, o que também é uma marca muito própria do ‘70×7’”, disse Paulo Rocha.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o jornalista realçou que “não basta” emitir o ‘70×7’ e deixá-lo “disponível para quem o quiser ver”, mas é preciso “entregar pessoalmente” a pessoas e grupos “criando interatividade”.

O editor executivo do ’70×7′, um programa da responsabilidade editorial da Igreja Católica em Portugal que é transmitido há 40 anos na RTP, considera que cada ‘70×7’ “tem muitas vidas”, a que passa na emissão da televisão e depois nas redes sociais, que desafia a equipa do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais à interatividade, o que “não é novo, mas cada vez mais urgente”.

Agência Ecclesia/MC, António Estanqueiro, cónego António Rego e Paulo Rocha

“Temos cada vez mais uma circulação de mensagens a ativar se queremos que, de facto, o nosso ‘produto’ e nossa mensagem cheguem a um número crescente de pessoas”, observa.

Para Paulo Rocha é preciso saber estar no espaço digital onde a “explosão de opiniões acontece de forma natural e às vezes irracional”.

António Estanqueiro, que foi coordenador-geral do ‘70×7’ entre 1992 e 2003, lembra que nos primeiros anos das cassetes de vídeo havia pessoas que “gravavam o programa e transformavam-no em instrumento de formação” e tinham testemunhos de quem os via também “em comunidade mais tarde”.

A primeira emissão do programa ‘70×7’ foi no dia 21 de outubro de 1979; depois do primeiro ano como programa quinzenal passou a ser emitido todas as semanas, em novembro de 1980, na RTP 1 até ao nascimento das televisões privadas, passando nessa ocasião a ser transmitido na RTP 2.

Para António Estanqueiro foi um programa “surpreendente para o país atento e para a própria Igreja” que começou a ter “audiências razoáveis, para não dizer boas, para o tipo de programa”, e destaca, sobretudo a “arte esteticamente apurada” de fazer apresentar “os acontecimentos da Igreja, sem esquecer do país”, dos primeiros realizadores, o padre António Rego e o jornalista Manuel Villas Boas.

Segundo o colaborador do ‘70×7’ desde o início das emissões há “três grandes características” que fazem parte do seu ADN, nomeadamente, o “estar atento às periferias ou às pessoas que precisam mais da atenção evangélica”, o “diálogo com o mundo contemporâneo” e o diálogo com as outras confissões religiosas.

Num artigo de opinião publicado na Agência ECCLESIA, António Estanqueiro sugere que alguns dos mais de 2000 programas ‘70×7’ sejam emitidos no Canal Memória da RTP.

HM/CB

Programa 70×7 no Canal Memória?

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