Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais saúda 40 anos de emissão

Lisboa, 21 out 2019 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. João Lavrador, saudou os 40 anos de emissão do programa ‘70×7’, na RTP, considerando que o mesmo retrata uma “Igreja em movimento”, atenta aos marginalizados.

“Estão aqui várias gerações, a nossa cultura ao longo destes 40 anos foi mudando bastante, a própria fisionomia da Igreja também foi mudando, e, porque é um programa de acontecimento, procurou sempre retratar uma Igreja em movimento, em atuação, uma Igreja que se torna, realmente, acontecimento ao longo dos tempos”, declarou o bispo de Angra à Agência ECCLESIA.

O responsável católico destaca a atenção dada a “franjas da sociedade que não têm voz”, os “marginalizados”.

“Este programa procurou sempre trazer para o ecrã aqueles que, no fundo, são os próprios marginalizados da sociedade, que assim são conhecidos e podem ter uma atuação mais próxima”, das várias autoridades, precisou.

O presidente da Comissão Episcopal responsável ela área dos media sublinha ainda a durabilidade do programa, no contexto da Televisão, em Portugal, “com impacto” na sociedade.

D. João Lavrador quis felicitar “todos aqueles que sonharam com este programa” e os que o mantêm em emissão até ao presente, manifestando agrado pela “qualidade” que soube manter, adaptando-se aos tempos.

A primeira emissão do programa ‘70×7’ foi no Dia Mundial das Missões de 1979, 21 de outubro; no primeiro ano era um programa quinzenal e depois passou a ser emitido todas as semanas, em novembro de 1980.

Este domingo, o ‘70×7’ (RTP2) assinalou os 40 anos de emissão com depoimentos dos fundadores do programa, António Rego e Manuel-Vilas Boas, e a análise de Carlos Capucho e José Lopes Araújo.

Manuel-Vilas Boas recordou à Agência ECCLESIA a opção de apresentar uma presença católica de “forma diferente”, permitindo que, pela primeira vez, um programa religioso pudesse “competir” com os outros programas da televisão portuguesa.

“Nós acreditávamos profundamente no que fazíamos”, assinala o jornalista, num caminho “difícil”, para encontrar “uma linguagem diferente”, procurando “estar pode dentro da vida das pessoas” para “dar voz e vez a quem nunca tinha tido essa oportunidade”.

“Não tínhamos nem templo nem púlpito”, acrescentou Manuel-Vilas Boas.

HM/OC

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