Leiga consagrada do Movimento Graal vê a sua vocação «como um serviço»

 Lisboa, 20 abr 2021 (Ecclesia) – Isaura Feiteira, leiga consagrada do Movimento Graal há 56 anos, afirmou que a vocação é algo que “vem do mais profundo” de cada pessoa, que o coração obriga a cumprir e que “o Evangelho inspira”.

“Todos somos importantes para a Igreja, para o mundo, e todos somos importantes aos olhos de Deus. Vejo esta minha vocação como um serviço”, referiu, num testemunho vocacional publicado online pela Comissão Episcopal Vocações e Ministérios (CEVM) da Igreja Católica em Portugal.

Angélica Galvão, leiga consagrada do Instituto das Cooperadoras da Família há oito anos, afirma que a sua vocação é importante para o mundo porque “muitos não terão outro evangelho” a não ser o da sua “própria vida”.

“Temos oportunidade de ser sal e luz, partilhar a boa notícia com quem mais necessita e ser testemunhas de que uma vida fraterna e horizontal, aberta, é possível”, assinala, por sua vez, José Rui Pires, leigo consagrado da Congregação dos Irmãos Maristas.

Em Portugal, a Igreja Católica está a celebrar a Semana de Oração pelas Vocações, com o tema ‘sonhar os sonhos de Deus’, até ao próximo dia 25 de abril, o Domingo do Bom Pastor.

Na Igreja Católica, a Vida Consagrada é constituída por homens e mulheres que se comprometeram, pública e oficialmente, a viver (individualmente ou em comunidade) os votos de pobreza, castidade e obediência para toda a vida; hoje inclui leigos, sacerdotes, religiosas e religiosos.

Sobre a sua vocação, Isaura Feiteira refere que faz o que “o Evangelho inspira e que é necessário na vida das pessoas” onde se encontram.

Há 56 anos que é leiga consagrada do Movimento Graal, onde existem pessoas em “vários estados de vida”, solteiras e casadas, e as que fazem um compromisso de “viver no celibato”.

Para Angélica Galvão, a vocação é “um caminho de amor”, e a jovem consagrada do Instituto das Cooperadoras da Família adianta que a sua vocação é estar no meio do mundo.

“Com o coração de Deus, ao serviço da santificação da “realidade temporal orientando-a segundo o espírito de Deus”, acrescentou.

“Estar desperto e atento aos outros”, é como José Rui Pires, leigo consagrado dos Irmãos Maristas há 10 anos, explica a sua vocação, para além de relacionar-se “com humildade, transparência, respeito, cuidado, audácia” e viver a fraternidade “como dom” que recebe, partilha e dom que entrega.

A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios disponibilizou materiais com propostas de oração, catequese, e divulgação para a vivência desta semana, propondo também que em cada dia da semana se reze por uma vocação específica, hoje é pelos leigos consagrados, depois dos casais, e vão ainda dar destaque aos missionários, aos sacerdotes e à vida religiosa (ativa e contemplativa).

O 58.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações celebra-se este domingo, o quarto da Páscoa, com o tema ‘São José: o sonho da vocação’, escolhido pelo Papa Francisco.

CB/OC

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