Diocese vai receber catequistas formadores de Aveiro, Coimbra, Guarda e Lamego para o curso «Ser Catequista»

Foto Jornal A Guarda/Francisco Barbeira, D. António Luciano

Viseu, 11 set 2020 (Ecclesia) – O bispo de Viseu assumiu a intenção de colocar a catequese no “centro das preocupações da Igreja”, neste tempo de pandemia de Covid-19, no contexto do curso de catequistas que a diocese recebe entre hoje e sábado.

“Todos os participantes neste encontro de formação devem ter consciência da responsabilidade que a Igreja lhes confia, para que através do serviço do Secretariado da Educação Cristã da Diocese, possam em tempo de pandemia remar contra os ventos contrários, para fazer com que as orientações para a catequese presencial sejam cumpridas e esta cumpra a missão que lhe está confiada de educar na fé e proporcionar a cada um o encontro pessoal e festivo com a pessoa de Jesus Cristo”, refere D. António Luciano.

Numa nota publicada no sítio online da diocese, o bispo de Viseu assinala que “atentos às contingências” atuais não podem “deixar de preocupar também com um plano B” para o setor da catequese, “assente na família e na catequese familiar”, e outras alternativas “as novas formas de comunicação, de informação e de imagem”.

“Uma boa sessão de catequese que seja bem preparada e com amor, pode transformar muitos corações e muitas vidas”, destaca.

O curso de catequistas ‘Ser Catequista’ vai realizar-se para catequistas formadores das Dioceses de Aveiro, Coimbra, Guarda, Lamego e Viseu, entre as 19h30 desta sexta-feira e as 16h30 deste sábado, 12 de setembro, no Seminário Maior de Viseu.

D. António Luciano salienta que este curso se reveste de “imensa importância para a Igreja e para o futuro das paróquias”, pois a sua multiplicação como oferta de formação dos educadores da fé, “deve atingir todos os catequistas”.

Os catequistas vão debruçar-se sobre o novo curso para estes agentes pastorais, com a intervenção D. António Moiteiro, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã, e Luísa Boléo, do Patriarcado de Lisboa e membro da equipa redatora do novo curso apresentado em 2019.

Serão propostas as novas orientações para a formação de agentes pastorais no ministério de catequista, para depois ajudarem outros catequistas a fazer o seu projeto formativo e a disponibilizar em tempo de pandemia orientações para que os conteúdos propostos, as metodologias e as pedagogias a utilizar na catequese”.

Na sua nota ‘Voz do Pastor’, o bispo diocesano afirma que colocar “a catequese no centro das preocupações da Igreja”, como serviço pastoral “indispensável à formação cristã das novas gerações” e no centro da vida cristã na Igreja, “é um desafio e uma preocupação pastoral para todos”, neste tempo de pandemia Covid-19.

“É preciso pôr em prática as orientações que nos foram dadas a nível nacional e diocesano e que cada paróquia tenta aplicar, apesar das dificuldades de falta de catequistas, do medo dos pais em relação ao futuro da catequese, à falta de disponibilidade logística por parte das paróquias, de espaços para criarmos a segurança necessária e para dar confiança aos catequizandos e aos seus pais, é algo que nos preocupa a todos nós”, desenvolve.

Segundo D. António Luciano é preciso “refletir, dialogar em conjunto, partilhar experiências” e preparar o início do ano de catequese 2020/2021 e o seu futuro próximo “com as melhores práticas, com esperança, com medidas de prevenção, com atitudes de prudência e com resiliência, mas também com muita fé, muita oração e uma dose de confiança em Deus e na Igreja”.

CB/OC

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