Viseu: Bispo convidou diocese a fazer «crescer a Academia Vocacional», na ordenação de dois diáconos

«Cuidemos uns dos outros», pediu D. António Luciano, que alertou para causas de sofrimento, que  provocam «a fragilidade como o Burnout e outras»

Viseu: Diocese de Viseu

Viseu, 4 maio 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viseu presidiu à ordenação de dois diáconos e pediu à diocese que cuidem “uns dos outros”, alertou que “o ativismo pastoral sem espiritualidade mata”, e ajudem “jovens e adultos a descobrir a sua vocação”.

“Neste dia da ordenação diaconal do Francisco Ferreira e do Tiago Rio, acredito que muitos jovens e adultos estão a colocar na sua vida o desejo de descobrir a vocação ao matrimónio, à vida consagrada ao serviço de Deus, da Igreja e dos irmãos”, disse D. António Luciano, este domingo, dia 3 de maio, na Sé de Viseu.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, salientou que o testemunho da ordenação dos dois diáconos “há de contagiar outros jovens e gerar novas vocações”, afirmou que “o grande desafio para todos” é ser cristão, “batizado responsável na Igreja”, e convidou a fazer crescer a ‘Academia Vocacional’ para “ajudar os jovens e adultos, rapazes e raparigas”.

D. António Luciano destacou que são todos convidados a ser ‘Protagonistas da Mudança’, referindo-se a “sinodalidade e espiritualidade”, e viver juntos a vocação à santidade, salientando que a relação espiritual e pastoral com o bispo, os presbíteros, os consagrados e leigos “é fundamental para o crescimento da Igreja como comunidade de povo de batizados”.

O bispo de Viseu convidou quem estava na Sé a acompanhar “com fé o grande dom que Deus” estava a conceder a esta Igreja”, com a ordenação diaconal de Francisco Ferreira, de 26 anos, natural da Paróquia de Mangualde e o Tiago Rio de 24 anos, natural de Lustosa, da Paróquia de Ribafeita.

“A missão do Diácono na Igreja deve fazer transparecer a sua fé, a sua humildade, a sua caridade, a sua disponibilidade, o seu acolhimento, o espírito de diálogo sinodal, encontrando na liturgia, na oração e no serviço o desejo de ser ponte entre o altar e a vida real.”

Os dois jovens escolheram como lema de ordenação a frase bíblica “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Evangelho de São João), de Nossa Senhora nas Bodas de Caná, e D. António Luciano pediu-lhe que a vivam “sempre” na “busca constante de fazer tudo o que Jesus vos pede e indica”.

A partir da “Palavra de Deus”, o bispo diocesano convidou também a assembleia a avaliar a vida, a fazer “o discernimento da vocação laical, consagrada, diaconal, presbiteral e episcopal”, pedindo que cuidem “uns dos outros”, e observou que o “ativismo pastoral sem espiritualidade mata”.

“Não tenhamos medo do fracasso, vazio, desilusão e até receio do próprio trabalho pastoral, causando assim infidelidades na vocação, abandono no ministério e abusos de vária ordem, levando à falta de saúde física, psíquica, espiritual e moral. Causa de sofrimento, provocando a fragilidade como o Burnout e outras”, alertou, na homilia enviada pelo gabinete de informação da Diocese de Viseu

Na segunda leitura da celebração, o relato do livro dos Atos dos Apóstolos apresentou a vida das primeiras comunidades cristãs e “o crescimento da Igreja”, o chamamento dos primeiros Diáconos da Igreja, que “desafia hoje a Igreja e a diocese” sobre a vocação ao Diaconado Permanente, às vocações sacerdotais e aos ministérios laicais, e a Escola de Formação Diocesana está “a dar passos neste campo”.

CB/OC

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