Dias nas Dioceses decorrem entre 26 e 31 de julho de 2023

Vila Real, 03 out 2022 (Ecclesia) – A Diocese de Vila Real despediu-se dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que peregrinaram ao encontro de todas as pessoas, de 4 de setembro a 1 de outubro, e prevê acolher oito mil jovens nos Dias nas Dioceses.

A peregrinação dos símbolos da JMJ terminou na cidade de Vila Real, onde a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora várias instituições da sociedade civil, nomeadamente a câmara municipal, e foram, para os jovens da região, a afirmação de união em toda a diocese.

“Este mês mostrou-nos a união que pode haver numa diocese com tantas paróquias, com tantas igrejas, com tantas pessoas diferentes: A fraternidade, o amor, a união e a paz”, disse Inês Ribeiro, em declarações à Agência ECCLESIA.

Para a jovem de Vila Real peregrinar com a Cruz e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani na diocese significou “poder levar Cristo a todos, levar Jesus”, mesmo às pessoas que não acreditam, “às vezes, a magia está em levar mesmo a quem não acredita”, recordando a “experiência muito interessante” da visita à prisão e nos ambientes escolares.

“Às vezes acham que vamos pedir alguma coisa mas quando veem o ícone de Maria e a Cruz ficam bastante emocionados, e isso também é parte da nossa missão”, acrescentou Inês Ribeiro.

“É emocionante, é incrível, ver os símbolos que já foram a tantos continentes e foram tocados por tantos jovens como nós, estarem agora na nossa cidade, a ser tocados, por também é inexplicável” – Lara Nóbrega

David Moura afirmou a “enorme surpresa” que foi para quem levou os símbolos e para quem os recebeu nas suas terras, nas instituições e organizações, “talvez a única vez que os receberá”.

O jovem acompanhou os dois símbolos, particularmente na cidade de Vila Real, mas teve a oportunidade de estar noutros locais desta peregrinação na diocese que foi “muito surpreendente”, a começar pela receção da população.

“Sabíamos que era uma diocese muito envelhecida mas, à medida que levamos os símbolos a cada local, há sempre uma enorme surpresa por parte da população. Ou seja, têm algo preparado, é surpreendente para quem leva os próprios símbolos porque não está à espera que haja uma enorme receção que tem havido”, explicou à Agência ECCLESIA.

Segundo o bispo de Vila Real, depois dos símbolos terem percorrido dois mil quilómetros neste território, a peregrinação permitiu que jovens e adultos “tomassem uma consciência mais viva” da importância do significado da jornada.

“A peregrinação ajudou um bocadinho a levantar, a despertar, algumas estruturas, sobretudo a nível da juventude que estariam um bocadinho adormecidas. E com o clero, com os jovens, movimentos, as congregações religiosas houve esse despertar”, disse D. António Augusto Azevedo.

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Real foi “um gosto e uma honra receber com muita alegria” os dois símbolos da Jornada Mundial a Juventude, e destacou o simbolismo da cruz.

“É o abraço por um lado, que aceitamos e que devolvemos, mas também uma soma, um mais, um mais feliz que é aquilo que almejamos para toda a sociedade. Acho que estas duas mensagens chegaram, estão interiorizadas, e que servirão como grande força para as Jornadas Mundiais da Juventude que se querem inesquecíveis para Portugal e para o mundo”, desenvolveu Rui Santos, em declarações à Agência ECCLESIA.

O autarca também destacou também que vai ser com “alegria” que vão acolher “8 mil jovens” nos ‘Dias nas Dioceses’, de 26 a 31 de julho de 2023, na semana anterior à JMJ em Lisboa, e tentar “mostrar o que de melhor” têm, como o Douro património imaterial da humanidade, as serras do Alvão e do Marão, “uma cidade vibrante, gastronomia fantástica”: “Tudo será oferecido como proposta aos nossos visitantes”.

A Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora foram entregues à Diocese do Porto, este sábado, no cais da Régua, e foram transportados num barco rabelo, pelo rio Douro, até ao cais da Ribeira e depois para a Sé do Porto.

Foto: COD Vila Real

A peregrinação da Cruz e o ícone de Nossa Senhora pelas 21 dioceses católicas de Portugal antecipa, prepara e motiva os jovens, em particular, para participarem na edição internacional da Jornada Mundial da Juventude que se vai realizar em Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023.

Lara Nóbrega tem a certeza que a JMJ 2023 vai ser um “encontro com os jovens de todo o mundo fantástico”, e dos “melhores dias” da sua vida.

“Não sei como mas vamos lá estar todos: Temos feito preparação, as catequeses do ‘Rise Up’, temos feito vários encontros, vigílias”, acrescentou Inês Ribeiro.

David Moura também está otimista e na sua opinião vão “reunir imensos jovens”, mesmo os que andam “’desligados’ da Igreja”, e que, de alguma forma, se vão ligar e vão estar em Lisboa.

“Uma jornada será sempre marcante, mas para Portugal que nunca teve um evento destes, nem semelhante, que envolvesse tantas infraestruturas, à exceção do futebol, vai mudar a geração e, sobretudo, tocar muita, muita gente que está à espera que cheguemos lá”, desenvolveu.

PR/CB

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