Diocese apresenta documento orientador, que marca início de novo triénio pastoral
Vila Real, 29 jul 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Vila Real apresenta hoje o plano do ano 2026-2027, que marca o início de um novo triénio pastoral, apontando à busca de soluções para a “escassez de sacerdotes” e à necessidade de valorizar o contributo dos leigos.
“A escassez de sacerdotes começa a exigir a preparação de respostas complementares, já experimentadas noutras igrejas, como as ADAP (Assembleias Dominicais na Ausência de Presbítero)”, escreve D. António Augusto Azevedo, na introdução ao documento, enviado à Agência ECCLESIA.
O plano pastoral, intitulado ‘Alicerçados em Cristo’, vai ser apresentado esta tarde, em conferência de imprensa, juntamente com a síntese final das assembleias sinodais arciprestais, na Casa do Clero da Diocese de Vila Real.
Segundo D. António Augusto Azevedo, este plano é “um estímulo à novidade e criatividade na ação pastoral, para que a vida das comunidades se renove, não se limitando à mera rotina ou repetição”.
O triénio que se inicia no próximo ano pastoral tem como lema “Em Cristo (re)construímos comunidades vivas.
“No contexto que vivemos, marcado por despovoamento e envelhecimento, sobretudo nos meios mais rurais, é fundamental nessas zonas e nos meios mais urbanos, revitalizar as comunidades cristãs”, indica o bispo de Vila Real.
O documento orientador para o próximo ano pastoral determina a necessidade de preparar leigos com “formação adequada e um mandato oficial” para dirigir celebrações dominicais.
O plano prevê ainda a criação gradual de novas Unidades Pastorais como oportunidade para “fortalecer a comunhão entre comunidades”, “favorecer a partilha de recursos humanos e pastorais e desenvolver uma ação evangelizadora mais coordenada”.
O texto adverte que “a fé e o Evangelho já não permeiam a vida quotidiana das pessoas”, apontando a necessidade de investir na instrução de catequistas, leitores e acólitos.
O plano pastoral propõe a constituição de equipas de “visitadores de doentes e/ou pessoas idosas”, redes comunitárias de proximidade desenhadas para mitigar o isolamento das populações mais envelhecidas e vulneráveis.
A Diocese de Vila Real alude também à reestruturação da formação inicial das crianças através da aplicação do itinerário ‘Despertar da Fé’, envolvendo as famílias em “experiências de primeiro anúncio”.
Nas prioridades pastorais apontadas a partir das assembleias sinodais arciprestais, destaca-se a necessidade de “consolidar uma verdadeira cultura sinodal, fazendo da escuta, do diálogo, do discernimento comunitário e da corresponsabilidade práticas habituais da vida eclesial”.
Noutro ponto surge a importância de “reforçar a participação dos leigos e promover os ministérios laicais”.
A auscultação prévia evidenciou igualmente a urgência de renovar a aproximação às novas gerações, criando dinâmicas de “maior integração dos jovens nas comunidades cristãs” para contrariar o seu atual afastamento estrutural.
O novo guião acolhe as propostas de mais de quatrocentos fiéis inquiridos nas assembleias arciprestais e sublinha o imperativo de promover uma cultura eclesial regida pela “transparência e boa governação”.
OC
