D. Francisco Senra Coelho incentivou a fazerem-se «Igreja Sinodal onde todos cabem e para todos há Missão»

Évora, 04 abr 2026 (Ecclesia) – O arcebispo de Évora explicou que a “procissão luminosa” da vigília pascal simboliza também a humanidade, que “nas noites escuras da história” procura “a luz, a reconciliação entre os povos e a paz universal”, na celebração que presidiu na Sé.
“Não vivemos somente do pão material, vivemos também da Palavra de Deus que nos anuncia os valores do seu Reino. Seguir Cristo implica estarmos atentos aos mandamentos de amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Seguir Cristo significa ter compaixão dos que sofrem. Seguir Cristo implica amar a sua Igreja”, disse D. Francisco Senra Coelho, na homilia da vigília pascal, enviada à Agência ECCLESIA.
O arcebispo de Évora acrescentou que caminhando assim acendem “pequenas luzes no mundo”, e afastam “as trevas densas da história da humanidade”.
“Hoje a Igreja proclama em todos os cantos do mundo e a todos os humanos: Despertemos do nosso cristianismo cansado, rotineiro e por vezes sem motivação. Levantemo-nos na convicção, na experiência, e sigamos Cristo, a verdadeira luz, a verdadeira vida, sejamos discípulos de Jesus nas sendas do Sim entregue de Maria.”
A Vigília Pascal teve início no exterior da Sé de Évora, com a bênção do lume novo, o arcebispo explicou que a procissão luminosa que realizaram relembra-os “o caminho do povo de Deus rumo à terra prometida e simboliza, igualmente o caminho da humanidade”, que nas noites escuras da história busca “a luz, a reconciliação entre os povos e a paz universal”.
“Eis porque, mesmo em meio a todas as tragédias que afligem o nosso mundo, a chegada da Páscoa é celebrada no coração da noite, com antigos ritos cheios de beleza poética e de força transformadora”, acrescentou, tendo lamentado os “misseis e máquinas de morte” que atravessam os céus, e explicou que o ‘Círio Pascal’, ao comunicar a sua chama às velas, “que se acendem na escuridão da noite, torna-se imagem do Cristo Ressuscitado”.
D. Francisco Senra Coelho explicou que seguir Cristo “significa estar atento à sua palavra”, por isso, compreendem porque “é necessário” participar da liturgia dominical, “semana após semana”, para que entrarem “numa verdadeira familiaridade com a Palavra”.
O arcebispo de Évora salientou que a liturgia pascal que estavam a celebrar na vigília conduz “a Cristo”, e nessa caminhada são acompanhados pelos sacramentos da iniciação cristã: o Batismo, o Crisma e a Santa Eucaristia, que a Igreja diz que “são a antecipação do mundo novo”.
“Façamo-nos Igreja Sinodal onde todos cabem e para todos há Missão”, pediu D. Francisco Senra Coelho, no final da homilia da Vigília Pascal.
A Igreja Católica celebrou nas últimas horas de sábado e nas primeiras deste Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, a Vigília Pascal, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.
Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.
CB
Vigília Pascal: Noite mais importante do calendário católico celebra Ressurreição de Jesus
