Irmãs do Sagrado Coração de Maria peregrinaram a pé a Fátima numa «experiência de comunhão»

Lisboa, 28 jul 2021 (Ecclesia) – As Religiosas do Sagrado Coração de Maria peregrinaram a pé a Fátima, desde a casa provincial, perfazendo 150 km e evocando a presença em Portugal há 150 anos, numa experiência que “conseguiu reunir” irmãs e colaboradores em oração ao longo do percurso. 

“Saímos da nossa casa provincial, em Lisboa, e percorremos 150 km a pé, até ao Santuário de Fátima, fazendo a evocação da presença do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria em Portugal há 150 anos”, explica a irmã Teresa Nogueira, em declarações à Agência ECCLESIA.

Além da irmã Teresa peregrinaram a irmã Conceição Pereira e o colaborador Francisco Costa que, ao longo do caminho do Tejo, iam mantendo o espírito de grupo, a “interajuda e ânimo possíveis” e à tarde havia um momento online, onde recebiam outro apoio. 

“As 15h30 de cada dia foram o momento alto, conseguíamos ligar-nos online com várias casas e comunidades da congregação, com irmãs espalhadas pelo mundo, mas também com colaboradores que se juntavam e, ali através das plataformas digitais, fazíamos o ponto da situação da peregrinação e rezávamos o terço em conjunto”, recorda a superiora provincial do Instituto.

Esta experiência online foi sendo também “momento de partilha e comunhão” com todas as irmãs e, segundo a religiosa, foi a forma de “todas peregrinarem e sentirem um pouco do caminho até Fátima, desde as dificuldades até às peripécias”. 

A irmã Teresa Nogueira contou ainda que, “apesar do cansaço físico”, a contemplação foi possível “em comunhão com os temas da Laudato Si e do cuidado da criação” mas também na oração pelas fragilidades do mundo.

“Conseguimos trazer à oração os temas da ordem do dia, lembrar aqueles que têm de percorrer kms e kms à procura de um lugar, que não sabes se vai aparecer e sem apoio, lembrar os refugiados e migrantes do nosso tempo, esses que só podemos transportar na mochila do nosso coração”, assume.

Esta peregrinação, que aconteceu de 21 a 25 de julho, tinha também como propósitos de “agradecer a proteção em tempo de pandemia, bem como os frutos do ano jubilar e pedir novas vocações para a congregação”. 

A chegada ao Santuário de Fátima foi a “surpresa” da companhia de algumas irmãs que se juntaram na entrada no recinto, em “momento comovente” e de oração.

“É uma experiência que não sabemos dizer intelectualmente mas comovente, depois tivemos o momento de oração, transmitido online com todas as irmãs e colaboradores, a partir do espaço da colunata do santuário, porque fazia sentido partilhar a alegria da chegada com todos”, afirma.

Em Portugal, as RSCM iniciaram a sua ação em 1871 na área da educação/formação no Colégio de Miss Hennessey, no Porto e desde então, a presença do Instituto em Portugal foi-se expandindo para o interior e litoral, meio rural e urbano.

O Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria foi fundado pelo padre Jean Gailhac, a 24 de fevereiro de 1849, em Béziers, França.

Em Portugal, as consagradas estão presentes em 38 comunidades, com vários serviços e respostas.

SN

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