Francisco assinalou que fundador dos Camilianos, São Camilo de Lellis, foi dos santos que «melhor encarnou o estilo do Bom Samaritano»

Cidade do Vaticano, 16 mai 2022 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje no Vaticano para o individualismo e a indiferença, que “geram solidão e causam o descarte”, na sociedade contemporânea.

“O nosso tempo é marcado por um individualismo e uma indiferença que geram solidão e causam o descarte de muitas vidas. Essa é a nossa cultura hoje, não é? Individualismo, indiferença que, o que fazem? Geram solidão e causam o descarte: a cultura do descarte”, afirmou Francisco, aos participantes do capítulo geral dos Camilianos, em audiência que decorreu na Sala do Consistório.

O papa destacou a importância da “caridade” na resposta cristã, e salientou que o fundador da Ordem dos Ministros dos Enfermos, São Camilo de Lellis, sentiu o chamamento para dar vida a uma nova família religiosa que, “imitando a compaixão e a ternura de Jesus em relação ao sofrimento no corpo e no espírito, vivesse o mandamento do amor”, difundindo com alegria o anúncio do Evangelho e cuidando dos mais frágeis.

“Uma das figuras de santos que melhor encarnou o estilo do Bom Samaritano, de se aproximar do irmão ferido ao longo do caminho. Nesta escolha de vida está o ponto de viragem para sair das sombras de um mundo fechado e gerar um mundo aberto”, acrescentou.

O Papa referiu que os membros desta ordem religiosa têm “o dom e a tarefa” de se inspirarem no seu fundador para olhar a realidade do sofrimento, da doença e da morte “com os olhos de Jesus”.

“Desta forma, vocês farão da profecia camiliana, uma profecia encarnada, que impele a carregar os fardos dos outros, as feridas e as inquietações dos irmãos e irmãs mais vulneráveis. Isso requer abertura dócil ao Espírito Santo, que é a alma de todo dinamismo apostólico, e requer uma certa dose audácia, para descobrir e percorrer juntos caminhos inexplorados ou expressar em novas formas o potencial do carisma e do ministério camiliano”, desenvolveu, numa intervenção divulgada pelo portal de notícias da Santa Sé.

Francisco salientou que o estilo de vida e apostolado dos Camilianos, dedicado especialmente ao serviço dos doentes e das pessoas frágeis e idosas, “combina bem duas dimensões essenciais da vida cristã”: “O desejo de um testemunho extrovertido e concreto aos outros, e a necessidade de se compreender segundo os cânones da pequenez evangélica”.

Segundo o Papa, para oferecer às pessoas um bom “hospital de campo”, onde quem está ferido possa encontrar e sentir a proximidade e ternura de Cristo, não se pode “renunciar ao carisma de São Camilo de Lellis”.

O 59º capítulo geral da Ordem dos Ministros dos Enfermos, com o tema ‘Qual é a profecia camiliana hoje?’, começou a 2 de maio e vai terminar no próximo dia 22, os capitulares elegeram o seu novo superior-geral, o padre Pedro Celso Tramontin, natural do Brasil, o vigário e conselheiros-gerais, para os próximos seis anos (2022-2028).

CB/OC

 

 

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