Em parceria com a Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira

Funchal, Madeira, 29 jun 2026 (Ecclesia) – As Paróquias do Atouguia, Calheta e São Francisco Xavier, na Diocese do Funchal (Madeira), lançaram uma campanha de recolha de bens essenciais para apoiar a população venezuelana, na sequência dos sismos no país sul-americano, e apelam à solidariedade.
O pároco das comunidades do Atouguia, Calheta e São Francisco Xavier, pediu a colaboração da população para ajudar os “irmãos sem pão, nem lar da Venezuela”, através da campanha solidária que está a decorrer até esta quarta-feira, dia 1 de julho, divulga o ‘Jornal da Madeira’ da Diocese do Funchal.
“Haverá nas igrejas das três paróquias da freguesia da Calheta pontos de recolha de produtos para auxiliar os nossos irmãos sem pão nem lar da Venezuela; principalmente enlatados, pilhas, produtos de higiene, lanternas, medicação, primeiros socorros”, explicou o padre Silvano Gonçalves, numa publicação na sua conta nas redes sociais.
A campanha de recolha de bens essenciais para ajudar a população afetada pela situação de emergência na Venezuela foi lançada este sábado, dia 27 de junho, e, informou o sacerdote, é realizada em parceria com a Associação Venecom – a ‘Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira’, que vai ser responsável por fazer chegar os donativos aos locais afetados.
Os dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 1430 mortos e 3328 feridos; segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

Os bens recomendados, divulgados pelo pároco do Atouguia, Calheta e São Francisco Xavier, estão kits de primeiros socorros, compressas, ligaduras, adesivo médico, antisséticos, luvas descartáveis, máscaras, soro fisiológico, fraldas para bebés e adultos, toalhitas húmidas, produtos de higiene feminina, escovas e pasta de dentes, sabão e papas para bebés.
A lista inclui alimentos de fácil conservação e consumo, como atum e sardinhas em lata de abertura fácil, outros enlatados, barras energéticas, frutos secos e manteiga de amendoim, para além de lanternas, pilhas, rádios de comunicação, película aderente, fita adesiva de embalagem, sacos com fecho hermético, etiquetas e marcadores permanentes.
“Vamos fazer uma obra de caridade porque a Fé sem obras é uma fé morta. Vamos lá dar as mãos”, incentiva o padre Silvano Gonçalves.
Em Portugal, a Cáritas, várias dioceses e a Fundação AIS estão a angariar donativos de emergência e dinamizar campanhas solidárias para apoiar a população e a Igreja Católica na Venezuela.
CB/OC
