Cidade do Vaticano, 15 out 2020 (Ecclesia) – O Vaticano começou esta segunda-feira o julgamento de dois sacerdotes, Gabriele Martinelli e Enrico Radice, após uma investigação a denúncias vindas a públicos sobre abusos sexuais no pré-seminário São Pio X.

A primeira audiência acabou por ser adiada para 27 de outubro, após a leitura das acusações; o presidente do Tribunal, Giuseppe Pignatone, referiu que a reserva sobre algumas provas apresentadas pela defesa vai ser levantada e os réus serão interrogados.

O promotor de Justiça do Tribunal do Estado do Vaticano solicitou a acusação, respetivamente, do padre Gabriele Martinelli, por acusações de abuso sexual que teriam ocorrido no pré-seminário São Pio X, em anos anteriores a 2012, e do padre Enrico Radice, reitor do pré-seminário na época dos factos, sob a acusação de favorecimento.

O julgamento é possível devido a uma disposição especial do Papa Francisco, de 29 de julho de 2019, que removeu a causa da improcedibilidade.

A lei em vigor na época dos factos relatados impedia o julgamento se não existisse denúncia, por parte da pessoa ofendida, dentro do prazo de um ano.

Em 2017, quando começou a investigação, a sala de imprensa da Santa Sé sublinhou que o caso tinha sido analisado por responsáveis da instituição e da Diocese de Como (Itália), à qual pertencem os membros da equipa educadora, sem que as acusações tivessem encontrado “uma confirmação adequada” até então.

OC

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