«Quando alguém é discípulo missionário o entusiasmo nunca pode falhar», afirmou Francisco

Foto: Vatican News

Cidade do Vaticano, 18 nov 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu hoje os participantes no encontro que assinala os 30 anos do projeto ‘Sistema Paroquial de Células de Evangelização’ (SPCE), desafiando os presentes a transformar o anúncio num “testemunho de misericórdia”.

“Que o vosso anúncio se torne um testemunho de misericórdia, que deixe evidente que toda a atenção dada a um dos pequeninos é dada ao próprio Jesus que neles se identifica”, disse Francisco a cerca de seis mil pessoas, na última audiência desta segunda-feira, na Sala Paulo VI.

O Papa pediu para não se esquecerem que sempre que conhecem alguém contam “uma história verdadeira” que pode mudar a vida de uma pessoa, o que “não é proselitismo” mas “testemunhar” e lembra que quando Jesus “viu Pedro, André, Tiago e João fixou os olhos neles e transformou a vida”.

“Se encontramos Cristo em nossas vidas, não podemos simplesmente guardá-lo para nós. É crucial que partilhemos essa experiência também com outras pessoas, esse é o principal caminho para a evangelização”, realçou.

O ‘Sistema de Células Paroquiais de Evangelização’ estão em Roma a celebrar 30 anos de existência e Francisco recordou que “Jesus não disse aos discípulos que veriam os frutos de sua obra” mas “garantiu que permaneceriam”.

“Essa promessa também se aplica a nós. É humano pensar que, depois de tanto trabalho, também queremos ver o fruto do nosso compromisso; no entanto, o Evangelho move-se noutra direção”, acrescentou.

Neste contexto, o Papa realçou ainda que a “fecundidade” do compromisso dos membros das SCPE reflete-se “na multiplicação de células em muitas partes do mundo”.

“Não retenha nenhum medo do novo e não diminua os seus passos para as dificuldades que são inevitáveis ​​no caminho da evangelização. Quando alguém é discípulo missionário o entusiasmo nunca pode falhar”, desenvolveu.

Francisco disse também aos membros das SCPE têm a “tarefa de reavivar” a vida das comunidades paroquiais que são “invadidas por muitas iniciativas” mas, frequentemente, sem “impacto profundo na vida das pessoas”, algo que “será possível” se tornarem-se “acima de tudo um lugar para ouvir a Palavra de Deus e celebrar o mistério de sua morte e ressurreição”.

“Daqui podemos pensar que o trabalho de evangelização se torna eficaz e frutífero, capaz de produzir frutos. Infelizmente, por muitas razões, muitos se afastaram de nossas paróquias. É urgente que recuperemos a necessidade de chegar às pessoas onde elas vivem e trabalham”, acrescentou.

Foto: Vatican News

Ao presidente do Serviço de Células Paroquiais de Evangelização, o padre Piergiorgio Perini, que criou este serviço quando estava na Paróquia de Santo Eustórgio em Milão, em 1987, o Papa disse que “pode admirar alguns frutos que o Senhor lhe concedeu com sua graça”, e agradeceu o “incansável trabalho de evangelização” destas três décadas de movimento.

No início da audiência, congratulou-se pelos 65 anos de sacerdócio e pelos 90 anos de idade do padre Piergiorgio Perini, conhecido por padre PiGi,: “Pedi-lhe a receita: O que faz para ser assim?” -, lê-se no discurso publicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

CB/PR

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