Francisco evocou 70 anos da «Declaração Schuman», que lançou as bases do projeto comunitário

Foto: Lusa/EPA

Cidade do Vaticano, 10 mai 2020 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à unidade da Europa, assinalando os 70 anos da ‘Declaração Schuman’ (9 de maio de 1950), que lançou as bases do projeto comunitário, evocando as consequências da pandemia de Covid-19.

“Nos últimos dois dias, houve duas comemorações: o 70.º aniversário da Declaração de Robert Schuman, que iniciou a União Europeia, e também a comemoração do fim da guerra. Hoje, peçamos ao Senhor para que a Europa cresça unida, nesta unidade de fraternidade que faz com que todos os povos cresçam em unidade na diversidade”, referiu, no início da Missa a que presidiu no Vaticano, com transmissão online.

Francisco renovou os seus apelos durante a recitação da oração do ‘Regina Caeli’, desde a biblioteca do Palácio Apostólico.

A ‘Declaração Schuman’, observou, “inspirou um processo de integração europeia, permitindo a reconciliação dos povos do continente, após a II Guerra Mundial, e o longo período de estabilidade e de paz”, que ainda hoje se faz sentir.

Que o espírito da Declaração Schuman não deixe de inspirar os que têm responsabilidade na União Europeia, chamados a enfrentar, em espírito de concórdia e de colaboração, as consequências sociais e económicas provocadas pela pandemia”.

Após a oração, Francisco recordou que em muitos países se celebra hoje o Dia da Mãe (assinalado em Portugal a 3 de maio, ndr).

“Gostaria de recordar com gratidão e afeto todas as mães, confiando-as à proteção de Maria, a nossa Mamã celeste. O meu pensamento vai também para todas as que passaram para a outra vida e nos acompanham desde o Céu”, disse.

As celebrações presididas pelo Papa decorrem à porta fechada, desde março, para evitar a propagação dos contágios pelo novo coronavírus.

Francisco deslocou-se à janela do apartamento pontifício para conceder a sua bênção, diante de uma Praça de São Pedro deserta.

OC

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