Leão XIV desloca-se à ilha italiana a 4 de julho, evocando a primeira viagem do pontificado do seu antecessor
Cidade do Vaticano, 29 jun 2026 (Ecclesia) – O Papa vai visitar a ilha italiana de Lampedusa a 4 de julho, numa viagem centrada no drama migratório no Mar Mediterrâneo.
A deslocação de Leão XIV pretende dar “conforto e encorajamento” às populações resgatadas e às equipas que prestam assistência humanitária na ilha, assinala o portal de notícias do Vaticano.
O programa oficial prevê uma paragem no Cais Favaloro para a bênção de uma placa que intitula o local de desembarque com o nome do Papa Francisco.
A iniciativa recorda a denúncia feita pelo pontífice argentino a 8 de julho de 2013, naquela que foi a primeira viagem do seu pontificado.
O diretor do centro de acolhimento de Lampedusa, Imad Dalil, explica que os sobreviventes das travessias marítimas chegam ao local “muitas vezes sem saber sequer onde estão”.
“Aqui procuramos dar a cada um a melhor assistência, especialmente de caráter psicológico, porque as histórias de viagem e de permanência na Líbia que nos contam são histórias de sofrimento”, refere o responsável da instituição, em declarações ao portal Vatican News.
Imad Dalil sublinha que os migrantes procuram sobretudo “proximidade”, assinalando a “necessidade de se sentirem em segurança e de poder começar a pensar numa vida nova”.
A agenda do Papa Leão XIV na ilha italiana inclui uma paragem no cemitério local, a passagem pela “Porta d’Europa”, a bênção da placa no Cais Favaloro e saudação a um grupo de migrantes, antes da celebração da Missa (10h30 locais, menos uma em Lisboa).
O polo de acolhimento de Lampedusa foi criado no início dos anos 2000, tendo registado picos de sobrelotação ao longo da sua história, particularmente durante as crises de 2011, 2020 e 2023.
O centro de acolhimento de Contrada Imbriacola é gerido pela Cruz Vermelha italiana desde o dia 1 de junho de 2023, registando a passagem de mais de 182 mil pessoas.
A estrutura conta com equipas multidisciplinares compostas por mediadores culturais, integrando esforços de organizações humanitárias como a ‘Save the Children’, o ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
As estatísticas oficiais indicam que a ilha italiana chegou a registar o desembarque de 12 500 pessoas num único dia no mês de setembro de 2023, altura em que o centro operou com uma média diária de 3000 migrantes.
OC
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