«Proclamemos juntos, para todos os povos do mundo, a paz que vem do Céu», pediu o cardeal albanês Ernest Simoni

Cidade do Vaticano, 28 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa recebeu relíquias de mártires albaneses de D. Ernest Simoni, cardeal de 97 anos que foi perseguido durante o regime comunista, numa audiência concedida esta segunda-feira a cerca de 40 pessoas da sua família, no Vaticano.
“Vindo da Albânia para a Itália, meus pensamentos estão com os mártires: a cruz e uma relíquia dos mártires albaneses que deram suas vidas pela fidelidade, pelo amor a Jesus, pela salvação do povo albanês, para ver todos os homens sorrirem para o Céu”, explicou o cardeal albanês, sobre a oferta que fez ao Papa no final do encontro, aos media do Vaticano.
Leão XIV recebeu o D. Ernest Simoni, que tem 97 anos de idade e 70 de ordenação sacerdotal, e cerca de 40 pessoas da sua família, esta segunda-feira, 27 de abril, na Sala dos Papas, no Vaticano.
“Havia uma atmosfera de pura alegria, de pura esperança, contemplando o rosto do Santo Padre — que representa o rosto de Jesus — para proclamar a todos os homens a notícia do Céu, da paz, da fraternidade e do amor por todos os povos do mundo”, comentou o cardeal albanês.
Para D. Ernest Simoni esta audiência papal “foi certamente uma graça especial que dada pelo Espírito Santo”, e também por Leão XIV, “proclamar juntos, para todos os povos do mundo, a paz que vem do Céu, a paz mais doce, a alegria espiritual e a alegria da ressurreição”.
“E tudo está aqui: a fé, com a ressurreição, terá a felicidade eterna que Jesus preparou ao derramar todo o seu sangue por todos os povos do mundo e de todos os séculos”, realçou o cardeal, sacerdote da Arquidiocese de Shkodër-Pult (Scutari).

D. Ernest Simoni, padre há 70 anos, celebrados a 7 de abril, foi perseguido no seu país durante o regime comunista, foi preso no Natal de 1963, passou 28 anos nas prisões albanesas, primeiro foi condenado à morte, e depois a trabalhos forçados nos esgotos de Shkodër, e exerceu o seu ministério sacerdotal clandestinamente até a queda deste regime político no país do sudeste da Europa.
O Papa Francisco que nomeou o padre Ernest Simoni cardeal, em 2016, agradecendo o testemunho que “faz bem para a Igreja”, durante a sua viagem à Albânia, em setembro de 2014, esteve com este sacerdote a quem chamou de “mártir vivo”.
O portal online Vatican News informa que no Domingo de Páscoa, a 5 de abril, o cardeal albanês esteve com o cardeal protodiácono Dominique Mamberti, ao lado do Papa Leão XIV durante a mensagem e Bênção Urbi et Orbi, na varanda central da Basílica de São Pedro.
CB/OC
