Francisco destaca missão da Igreja Católica na «difícil fronteira da doença e deficiência»

Cidade do Vaticano, 31 out 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco questionou hoje no Vaticano uma sociedade sem espaço para quem sofre, destacando a missão da Igreja Católica na “difícil fronteira da doença e deficiência”.

“Uma sociedade que não é capaz de acolher, proteger e dar esperança a quem sofre é uma sociedade que perdeu a piedade e o sentido de humanidade”, declarou, numa audiência a milhares de pessoas ligadas à Fundação ‘Don Carlo Gnocchi’, que acompanha pessoas com deficiência, doentes e idosos.

Francisco desafiou os presentes a ir “contra a corrente”, no que diz à cultura dominante, investindo “tempo e recursos na vida frágil, mesmo que para alguns pareça inútil ou mesmo indigna de ser vivida”.

O encontro, dez anos após a beatificação do padre italiano Carlo Gnocchi, sublinhou o “compromisso de proximidade” com as pessoas mais frágeis, com “competência e compaixão”, juntando aos tratamentos médicos a “consolação e ternura de Deus”.

A audiência reuniu responsáveis pelos centros, pessoal médico, voluntários, doentes e seus familiares, que o Papa cumprimentos, durante largos minutos.

“Encorajo-vos a prosseguir o vosso caminho no compromisso da promoção humana, que constitui também um contributo indispensável para a missão evangelizadora da Igreja”, concluiu Francisco.

A fundação ‘Don Carlo Gnocchi’ nasceu da intuição deste sacerdote, capelão militar na II Guerra Mundial, com a intenção de promover reabilitação e integração social aos mutilados de guerra, tendo depois alargado a sua ação às pessoas com deficiência e aos cuidados paliativos, entre outras áreas.

OC

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