Francisco recebeu os membros da Federação das Associações de Famílias Católicas na Europa

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 10 jun 2022 (Ecclesia) – O Papa Francisco recebeu esta sexta-feira,  os membros da Federação das Associações de Famílias Católicas na Europa, por ocasião de seus 25 anos de fundação e encorajou a “continuar o trabalho em prol do nascimento e da consolidação das redes de famílias”.

“Continuem o trabalho em prol do nascimento e da consolidação das redes de famílias. É um serviço precioso, pois há necessidade de lugares, encontros, comunidades em que casais e famílias se sintam acolhidos, acompanhados, nunca sozinhos. É urgente que as Igrejas locais, na Europa e fora dela, se abram para a ação dos leigos e das famílias que acompanham as famílias”, disse na sua intervenção.

Francisco referiu-se à guerra na Ucrânia, onde a Europa e as famílias “vivem um momento que para muitos é trágico e para todos é dramático por causa da guerra na Ucrânia”.

“Mães e pais, independentemente de sua nacionalidade, não querem guerra. A família é a escola da paz; famílias e redes de famílias estiveram e estão na vanguarda do acolhimento de refugiados, especialmente na Lituânia, Polônia e Hungria”.

Segundo o Papa, “hoje vivemos não só uma época de mudanças, mas uma mudança de época” e o trabalho da Federação foi destacado.

“Uma Europa envelhecida que não é generativa é uma Europa que não pode falar de sustentabilidade e encontra cada vez mais dificuldade em ser solidária. Por isso, vocês muitas vezes enfatizaram que as políticas familiares não devem ser consideradas como instrumentos do poder dos Estados, mas são fundadas no interesse das próprias famílias”, indicou.

Francisco apontou ainda a “chaga da pornografia” que “deve ser denunciada como um ataque permanente à dignidade do homem e da mulher” e uma “ameaça à saúde pública”.

“Seria uma grande ilusão pensar que numa sociedade em que o consumo anormal de sexo na rede é desenfreado entre adultos seja capaz de proteger efetivamente os menores”, afirmou.

Outro tema que o Papa referiu é a “barriga de aluguer” que considera como “prática desumana”.

“A dignidade do homem e da mulher também está ameaçada pela prática desumana e cada vez mais difundida da “barriga de aluguer”, em que as mulheres, quase sempre pobres, são exploradas, e as crianças são tratadas como mercadorias”, disse.

Segundo o Papa, a Federação das Associações de Famílias Católicas na Europa tem “a responsabilidade de testemunhar a unidade e trabalhar pela paz, neste momento histórico em que, infelizmente, há muitas ameaças e é necessário focar no que une e não no que divide”.

Por fim, o Papa considerou que “a pandemia destacou outra pandemia mais oculta, da qual pouco se fala: a pandemia da solidão”.

“Se muitas famílias se redescobriram como Igrejas domésticas, também é verdade que muitas famílias experimentaram a solidão, e sua relação com os Sacramentos muitas vezes se tornou puramente virtual. As redes de famílias são um antídoto contra a solidão. Na verdade, por sua natureza, elas são chamadas a não deixar ninguém para trás, em comunhão com os pastores e as Igrejas locais”, terminou.

SN

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